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Publicado por no dia 30/06/2016 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Túnel de fuga escavado por judeus durante o nazismo é descoberto

lituania-tunel-Ezra-Wolfinger-Divulgação

Túnel utilizado na Segunda Guerra Mundial para fuga de soldados, é descoberto na Lituânia. A passagem foi encontrada na floresta de Ponar, onde cerca de 100 mil pessoas foram mortas durante o nazismo

Um grupo de arqueólogos descobriu na Lituânia um túnel usado por judeus durante a Segunda Guerra Mundial para escapar de um campo de extermínio nazista. A passagem subterrânea, de 35 metros de comprimento, foi construída há cerca de 70 anos na floresta de Ponar, onde cerca de 100 mil pessoas foram mortas durante o nazismo.

Apesar das incontáveis tentativas de encontrá-lo, o trajeto completo do túnel ainda não havia sido descoberto. Agora, a equipe formada por pesquisadores de Israel, Estados Unidos, Canadá e Lituânia conseguiu localizá-lo usando técnicas de escaneamento do solo, usadas para a exploração de petróleo e na indústria de mineração. A descoberta da passagem reforça os relatos dos sobreviventes que conseguiram usar a galeria para escapar das atrocidades cometidas no local.

A floresta de Ponar foi usada, entre 1941 a 1944, para o extermínio e descarte de corpos de dezenas de milhares de judeus da cidade próxima de Vilna. Prisioneiros do campo de concentração Stutthof, na Polônia, eram usados pelos nazistas para trabalhar na escavação de covas coletivas, no empilhamento de corpos e na coleta de madeira para a incineração.

Foram esses prisioneiros que escavaram o túnel, a partir da prisão onde passavam as noites. Durante uma noite de abril de 1944, o grupo se arrastou pelo túnel até a floresta. Contudo, os guardas descobriram a fuga e perseguiram os prisioneiros. Dos 80 fugitivos, 12 conseguiram escapar e depois contaram suas histórias e indicaram a localização aproximada da passagem.

“Essa descoberta é um testemunho reconfortante da vitória da esperança sobre o desespero. A descoberta do túnel nos permite apresentar não apenas os horrores do Holocausto, mas também o anseio pela vida”, afirmou Jon Seligman, da Autoridade Israelense de Antiguidades, em um comunicado.

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Fonte: Veja

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