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Publicado por no dia 09/09/2016 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Suspeitos de terrorismo no Brasil planejavam atentados contra alvos judaicos

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Um dos suspeitos de planejar ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos Rio 2016

Uma interceptação realizada pela Polícia Federal identificou que um dos quinze extremistas presos em julho passado na Operação Hashtag, sob acusação de pertencerem a uma célula local do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), afirmou ser um “terrorista suicida” e que estava aguardando ordens vindas do exterior para colocar em prática atentados contra alvos judaicos no Brasil.

Daniel Freitas Baltazar, de 20 anos, trocou uma série de mensagens com o menor M.B.S, de 17 anos, valendo-se de uma identidade falsa no Facebook, nas quais ele afirma atuar no Brasil sob o comando do clérigo iraquiano Assad Al Ansari – que é quem daria a ordem para realização do atentado, conforme a transcrição do diálogo apresentada no processo que está sob a condução do juiz Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba.

No trecho a seguir, extraído do processo, os extremistas falam de seus planos:

Baltazar: Eu estou esperando um irmão do estado. Trata-se de uma “operation martyrdom” (operação martírio, em inglês)
Está preparado para isso?

M.B.S: Sim. No Brasil?

Baltazar: Sim.

M.B.S: Por ordem de quem?

Baltazar: Assad Al Ansari. É dele que estou esperando as coordenações.

M.B.S: Ok. Quem será atacado?

Baltazar: Judeus

M.B.S: De que cidade?

Baltazar: Não é um alvo, mas vários. Eu não posso dizer isso até o momento.

O menor M.B.S, que está recolhido em um abrigo no Estado de Goiás desde julho, foi deportado dos Estados Unidos juntamente com a família em 2015. O FBI, a polícia federal americana, identificou que o adolescente havia passado por um “profundo processo de radicalização” na cidade de Atlanta. Os pais de M.B.S confirmaram que a família foi procurada nos Estados Unidos por causa da radicalização de M.B.S.

Em outro momento, Daniel Baltazar revela que conversou por meio de um aplicativo de mensagens criptografadas com um seguidor do EI radicado nos Estados Unidos. Baltazar afirma que o americano estava disposto a realizar um atentado no Brasil. O cearense disse que estava se preparando para matar um judeu em Fortaleza, como forma de ganhar a confiança do terrorista americano.

Em outro diálogo interceptado pela PF, o gaúcho Israel Pedra Mesquita, de 26 anos, conversa com um extremista não identificado sobre o ódio que ambos nutrem contra os judeus. As mensagens datadas de 3 de outubro de 2015 expõem o radicalismo de Mesquita: “Adolf Hitler começou o serviço temos que concluir”.

Na semana passada, em depoimento colhido no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, todos os detidos na Operação Hashtag negaram o conteúdo das oitivas iniciais, nas quais eles assumiam várias manifestações de radicalismo, e disseram não estarem disposto a cometer atentados.

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Fonte: Veja

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