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Publicado por no dia 18/10/2016 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Síria: milhares podem ser usados como escudos humanos em Mossul

Organização Internacional para Migrações teme pela segurança dos civis. Acnur diz que 100 mil pessoas devem tentar fugir da cidade

Organização Internacional para Migrações teme pela segurança dos civis. Acnur diz que 100 mil pessoas devem tentar fugir da cidade

A ofensiva das tropas iraquianas e da coalizão em Mossul tem provocado um forte temor do agravamento da tragédia humanitária que atinge a região do Oriente Médio.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) disse nesta terça-feira (18) temer que dezenas de milhares de civis sejam usados como escudos humanos pelos combatentes doEstado Islâmico.

O chefe da OIM no Iraque, Thomas Weiss, disse também esperar um aumento no número de pessoas que sejam forçadas a deixar Mossul à medida que as operações militares chegam aos arredores da cidade.

O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) afirmou que até 100 mil iraquianos podem se deslocar para Síria e Turquia para fugir da ofensiva. Eles estão fazendo preparativos na Síria para receber até 90 mil refugiados iraquianos.

Máscara

Falando por telefone de Bagdá, Thomas Weiss disse que a OIM tinha começado a procurar máscaras de gás devido aos temores de um ataque com armas químicas, mas tinha conseguido muito poucas até o momento.

Ofensiva estratégica

Foi a partir de Mossul, que é o líder Abu Bakr al-Baghdadi declarou um califado, um estado regido de acordo com a lei islâmica, no território controlado pelo grupo no Iraque e na Síria.

Mossul caiu com relativa facilidade sob controle dos extremistas em junho de 2014, em parte pela profunda desconfiança da população local a respeito das forças de segurança iraquianas, dominadas pelos xiitas. O Estado Islâmico, também conhecido como Daesh ou ISIS, foi criado a partir de radicais do braço iraquiano da Al-Qaeda.

A região de Mossul, no norte do país, é rica em poços de petróleo e a venda do produto se tornou uma importante fonte de rendas para o grupo terrorista. A cidade também fica perto da fronteira com a Turquia, uma posição estratégica para a dinâmica de comércio local. Os turcos são acusados de comprar petróleo dos jihadistas, o que eles negam veementemente.

Além da questão simbólica, a perda de Mossul contribuirá para enfraquecer ainda mais os jihadistas economicamente.

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Fonte: G1

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