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Publicado por no dia 11/05/2016 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Senado decide hoje se afasta Dilma Rousseff da Presidência; acompanhe

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Sessão que selará o futuro da presidente deve seguir até a noite. Nada indica que ela conseguirá escapar de ser processada por crime de responsabilidade

Passados pouco menos de 24 anos da sessão que resultou no afastamento de Fernando Collor de Mello do Palácio do Planalto, o Senado Federal volta nesta quarta-feira (11) a selar o destino de um presidente da República: após uma sessão de debates que deve se estender até a noite, os senadores deverão decidir se abrem processo contra a petista Dilma Rousseff por crime de responsabilidade, afastando-a do cargo por até 180 dias. Nada no horizonte indica que a presidente escapará hoje de mais uma derrota no Congresso – num afastamento provavelmente sem volta.

A sessão desta quarta será dividida em três blocos: um das 9 horas da manhã ao meio-dia, outro das 13 horas às 18 horas, e o último bloco, com as falas do relator na comissão especial, Antonio Anastasia (PSDB-MG), e do advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, das 19 horas em diante. O roteiro do impeachment prevê ainda que todos os senadores que se inscreverem tenham até 15 minutos para se manifestar da tribuna. A expectativa é de que cerca de 67 dos 81 integrantes do Senado se apresentem para oferecer argumentos pró e contra o seguimento do processo de impeachment de Dilma.

Assista ao vivo:

Se aprovado o afastamento, Dilma será julgada pela Casa em até 180 dias. Quem presidirá o julgamento será o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. A perda definitiva do cargo exige o aval de 54 senadores. Alcançada essa votação, Dilma será destituída e o vice-presidente, Michel Temer, do PMDB, será empossado para governar o Brasil até as eleições de 2018. Caso contrário, a petista reassume a Presidência imediatamente.

A possibilidade que vitória na votação final parece hoje distante para Dilma. O clima de derrota já se instaurou no governo. Ao longo da última semana, ministros se despediram do cargo e houve quem se prontificasse a descer a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Dilma. Como mostrou reportagem de ‘Veja’ desta semana, a presidente isolou-se como nunca: tem evitado até mesmo contato com servidores. Mas nada deixa tão claro o desespero do governo quanto as manobras – sempre frustradas – de barrar o prosseguimento do processo contra a presidente. Nenhuma tão ridícula quanto as negociações que convenceram o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), a anular, numa canetada, a sessão que aprovou o impeachment. Era o fim da linha – e o fim da picada. Mais: ao tentar anular o processo pelas mãos de um deputado-fantoche, Dilma melindrou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), uma das mais velhas raposas da política brasileira.

Ignorada por Renan, a artimanha acabou anulada pelo próprio Maranhão. Uma chicana que serviu apenas para envergonhar o país mundialmente. A ofensiva desastrada, capitaneada pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, é um retrato das atitudes que levaram Dilma ao cadafalso. Um dos erros cruciais na reta final foi optar por não abrir mão do discurso do “nós contra eles” – mesmo que “eles” tenham sido milhões de brasileiros que saíram às ruas voluntariamente para pedir sua renúncia.

Em 17 de abril, quando a Câmara dos Deputados votou pela admissibilidade do processo de impeachment, já estava claro que uma derrota do Planalto tornaria muito difícil para o governo reverter a situação no tapete azul do Senado. E o placar foi amargo para Dilma: 367 deputados disseram sim ao processo, quinze a mais do que os votos necessários para que o impeachment fosse encaminhado para a Casa vizinha. Uma derrota não apenas da presidente, mas de seu padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva. As negociações capitaneadas por Lula em um hotel de Brasília deixaram escancarado o fisiologismo. Cargos foram oferecidos às baciadas. Não adiantou.

A quarta presidente eleita desde a redemocratização do país agora trilha o caminho do primeiro, Fernando Collor de Melo.

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Fonte: Veja

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