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Publicado por no dia 03/11/2015 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

‘Quem rouba com estrelinha no peito é herói’, diz colunista sobre impeachment

Dilma-Rousseff

“Dilma Rousseff tem de sofrer o impeachment porque é a representante legal de um projeto de assalto ao Estado”, diz jornalista

Em sua coluna na ‘Revista Época’, o jornalista Guilherme Fiuza, comenta de maneira direta e muito lúcida a fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentou explicar as ‘pedaladas fiscais’ no governo de Dilma Rousseff. Ele também destaca a responsabilidade da presidente ante aos fatos de corrupção e defende a legitimidade do impeachment.

“No dia em que os pobres entenderem quanto seu sofrimento foi usado por Lula para ficar no poder, o ex-presidente precisará se mudar para um triplex no Irã. O PT prostituiu o uso do dinheiro público no Brasil, arrombando as metas fiscais e de inflação, tudo embalado numa meticulosa maquiagem contábil, para poder financiar seu banquete fisiológico – do qual o mensalão e o petrolão são os pratos mais visíveis. Lula e os companheiros jogaram o Brasil numa recessão genuinamente nacional, genuinamente petista, empobrecendo democraticamente o país inteiro. Se a moda pega, assaltante apanhado com bolsa roubada vai dizer que é bolsa família”, diz o colunista, sobre o disparate de Lula em afirmar que as pedaladas fiscais foram necessárias para que o governo pudesse honrar seus programas sociais.

Ele continua o texto lembrando que o delator Fernando Baiano, operador do esquema do petrolão preso na Lava Jato, afirmou à Justiça que deu R$ 2 milhões a Fabio Luis da Silva, o Lulinha.

“As investigações esclarecerão os detalhes do maior caso de corrupção da República, mas já está evidente que seu dinheiro, caro leitor, foi usado sem parcimônia para irrigar o partido governante e os heróis do povo que o integram. Eles sabem disso e estão dobrando a aposta: Dilma acusou os ‘moralistas sem moral’ de tramar sua queda. É preciso sangue-frio para falar em moral no centro de tamanha rapinagem. Ou melhor, sangue de barata – e isso não lhes falta. Depois de depenar um país com a ajuda de cúmplices que estão presos, causando à sua nação a perda do selo de confiança perante o mundo, você só consegue olhar nos olhos de um filho se tiver sangue de barata. E moral de barata”.

Para Fiuza, “Dilma Rousseff tem de sofrer o impeachment porque é a representante legal de um projeto de assalto ao Estado. Está mais do que evidente que o PT, partido que desmoralizou a bondade, instalou-se no poder para viver dele – rasgando o contrato da democracia e do princípio da representação política. Nada mais fará no Palácio diferente do que já fez, não há como. O que mais é preciso ser demonstrado? A maior empresa do país jogada na lona para, entre outras causas nobres, garantir a reeleição da presidente – como apontam todas as evidências da Lava Jato. O que mais precisa aparecer?”.

O jornalista termina o texto, lembrando que existe uma ‘barreira chavista’ que tenta mudar o foco dos esquemas de corrupção do PT: “Esse estranho oba-oba petista é cada vez mais envergonhado, naturalmente, e achou uma saída genial: eleger Eduardo Cunha o inimigo público número um. Cunha é hoje praticamente o único vilão nacional, porque quem rouba com estrelinha no peito é herói”.

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Fonte: Época

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