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Publicado por no dia 25/02/2013 em Mensagens Pastores | Nenhum comentário

Princípios para a sustentação da família (Parte 1)

O casal é a espinha dorsal da família, e a família é a célula máter da sociedade. Com base nestas duas verdades, vamos rever quais são os aspectos funcionais da união conjugal, e como podemos desenvolver uma cultura familiar nutridora. Lembre-se, ninguém melhor do que o idealizador da família, que é Deus (Sl 127:1), para dizer como ela deve ser e funcionar. A Bíblia é “o manual” que ensina todos os passos para se construir um projeto de vida em família, que realmente vale a pena. Quando Deus planejou a família não a deixou para que o homem a edificasse da sua maneira, muito pelo contrário. Ele deixou princípios que devem nortear toda a construção do projeto. Vejamos quatro princípios imprescindíveis, que são como colunas de sustentação na edificação da família:

Independência Grata

“Por isso DEIXA o homem pai e mãe…” (Gn 2:24a).

O casamento implica em romper o cordão umbilical da dependência dos pais. É um “deixar” em três aspectos importantes: geográfico, emocional e financeiro. É sempre bom lembrar que o texto diz deixa, o que é bem diferente de abandona. A causa do fracasso de muitos relacionamentos é porque o marido ou a esposa, depois que se casaram, deram as costas aos pais, abandonando-os. Há um mandamento na Palavra que diz: “Honra teu pai e tua mãe … para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra” (Ef 6:2,3). Gosto de um pensamento que os agricultores usavam em uma campanha nos Estados Unidos: “Se não gosta do que está colhendo, olhe para trás e veja o que você plantou”. Isso se aplica aqui também. Essa independência tem que ser com muita gratidão: é um “deixar” para voltar, a fim de assistir, cuidar, abraçar e honrar aos pais. Quando essa volta não acontece, pode ser evidência de ingratidão dos filhos.

 

Um “deixar” geográfico

Há um adágio popular muito conhecido que expressa uma grande verdade: “Quem casa, quer casa”. Não é prudente o casal, logo no início da vida a dois, ir morar com os pais. Aqueles que estão começando a caminhada conjugal precisam aprender e amadurecer, assumindo com responsabilidade todas as implicações da vida a dois, o que não acontece se eles estiverem morando com os pais. Seria interessante que o casal começasse a construção do seu projeto de vida conjugal em seu próprio “ninho – casa”. A privacidade é fundamental para que a relação se desenvolva e os dois cresçam.

Um “deixar” emocional

A privacidade de um lar depende dos limites que o casal estabelece para que sejam respeitados. Onde não há respeito aos limites, não há privacidade. Alguns conflitos conjugais são, muitas vezes, expressão de conflitos de lealdade com a família de origem. Por isso, deve-se transformar os laços familiares para conseguir ligar-se ao parceiro e formar a base de uma nova família. Os pais precisam entender que os filhos são temporários, mas que o casamento é permanente. Quando há compreensão desta realidade, acaba a competição entre nora e sogra, e a convivência é facilitada. O segredo está no respeitar os limites que o casamento impõe em relação à família de origem.

Um “deixar” financeiro

O que dizer dos pais que superprotegem o filho casado, bancando tudo? Sempre que os pais assumem todas as despesas, a tendência é eles sentirem-se donos do casamento do filho. Não seria esta uma das causas dos grandes conflitos em muitos casamentos? Os pais devem ensinar os filhos a pescar, e não passar a vida toda dando peixe nas mãos deles. Tenho insistido nas minhas palestras com os jovens, que o casamento deve acontecer quando o casal tiver condição de se auto-sustentar, para que haja um “deixar” financeiro em relação os pais. Não estou afirmando que os pais não devam ajudar os filhos em tempo de dificuldade. Sou contra o comodismo de muitos filhos e a insensatez dos pais que não ensinam os filhos a irem à luta. Casais que vivem na dependência financeira dos pais, por causa do comodismo, não crescem no relacionamento conjugal e se tornam um peso para a família.

Unificação – Aliança

“…e se UNE à sua mulher…” (Gn 2:24b).

O termo unir ou apegar (como em algumas traduções) lembra a mesma palavra hebraica usada no livro de Josué 23:8. Apegar aqui significa juntar, afeiçoar, adaptar, agarrar, unir, atar, conciliar, harmonizar, ligar, fundir, soldar, associar, colar uma parte na outra, esse é o sentido da união conjugal. No livro de Malaquias, há um texto que descreve a seriedade do casamento aos olhos de Deus: “E vocês ainda perguntam: “Por quê?” É porque o SENHOR é testemunha entre você e a mulher da sua mocidade, pois você não cumpriu a sua promessa de fidelidade, embora ela fosse a sua companheira, a mulher do seu acordo(aliança) matrimonial. Não foi o SENHOR que os fez um só? Em corpo e em espírito eles lhe pertencem. E por que um só? Porque ele desejava uma descendência consagrada. Portanto, tenham cuidado: Ninguém seja infiel à mulher da sua mocidade. “Eu odeio o divórcio”, diz o SENHOR, o Deus de Israel, “e também odeio o homem que se cobre de violência como se cobre de roupas”, diz o SENHOR dos Exércitos. Por isso, tenham bom senso; não sejam infiéis” (Ml 2:14-16). É bom deixar claro que, o texto não diz que Deus odeia os divorciados, isto porque em determinadas situações a separação é como uma saída de emergência. Sem dúvida, se dependesse só de Deus, não haveria divórcio. Quando uma separação de casal acontece, ninguém ganha!

Por que Deus odeia o divórcio?

Porque o casamento foi planejado para ser uma união monógama (o ideal de Deus: um homem para uma mulher e vice-versa), exclusiva (fidelidade) e permanente (não é uma relação descartável). Ainda que muitos tentem provar o contrário, esse é o plano original de Deus para os homens.

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