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Publicado por no dia 27/04/2017 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Preocupação com greve geral faz governo Temer traçar estratégias

O aumento das adesões ao chamado das centrais sindicais para uma greve geral nesta sexta-feira (27) e a derrota sofrida, na Câmara, durante a votação do projeto de renegociação das dívidas dos estados, acenderam a luz amarela no governo em relação à proposta de reforma da Previdência. Em uma contraofensiva, o presidente Michel Temer determinou, o corte do ponto dos funcionários públicos que aderirem à paralisação e, ainda, colocou em campo no Congresso os ministros com mandatos de deputado federal para reforçar a votação e garantir a aprovação da reforma trabalhista, como uma demonstração de força. A ideia inicial era que os ministros fossem exonerados apenas para votar a favor da reforma previdenciária. A informação é do ‘O Globo’.

Mesmo com todas as concessões na reforma da Previdência, o governo sofreria uma derrota “desastrosa” no Congresso se a proposta fosse votada agora, avaliam líderes da base de apoio. O apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) à greve geral, reforçando os movimentos sociais e os sindicatos, deixou os parlamentares ainda mais receosos em aprovar medidas impopulares e não serem reeleitos em 2018. Vídeos gravados por padres de Maringá (PR), Fortaleza e João Pessoa chamando os fiéis para as ruas foram disparados para os parlamentares, via WhatsApp.

Para líderes do governo, a convocação da CNBB para a greve é muito ruim para o governo.

Entidades cristãs apoiam a greve

A CNBB disse que a posição oficial da entidade sobre a greve foi manifestada pelo secretário-geral, Dom Leonardo Steiner. “Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”, disse ele, em entrevista publicada no site oficial da entidade.

Segundo matéria do site ‘Jornal do Brasil’, além da CNBB igrejas evangélicas assinaram um manifesto em que criticam as reformas e chamam a população para a greve geral. Um pronunciamento contra as reformas divulgado no final de março já havia sido assinado por 11 denominações evangélicas, entre elas a Aliança Evangélica, a Igreja Metodista no Brasil e a Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

Estratégias do governo

O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), reconheceu que o governo “explicou mal” a reforma da Previdência e terá de esclarecer melhor o novo texto se quiser aprová-lo no Congresso. Jucá disse que o PMDB terá de ter uma “posição clara” sobre a reforma, cobrando lealdade dos peemedebistas, mas avisou que o fechamento de questão ocorrerá se houver um pedido formal da bancada da Câmara.

O presidente da comissão especial que discute a reforma da Previdência, Carlos Marun (PMDB-MS), chegou a discutir a possibilidade de adiar a votação da proposta, mas a data foi mantida em 2 de maio.

O Palácio do Planalto está monitorando as redes sociais. O engajamento da população subiu nos últimos dias, disse uma fonte palaciana, acrescentando, porém, que não chega a ser uma grande preocupação, pelo fato de ser na véspera de um feriadão, o Dia do Trabalho. O governo avalia que a mobilização não sairá das capitais e espera que não seja transmitida a imagem de “grande greve nacional”.

A intenção do Planalto é manter ao máximo o tom de normalidade no dia da greve. Temer ficará em Brasília e trabalhará normalmente. Haverá um forte esquema de segurança na Esplanada dos Ministérios, que ficará fechada. A segurança ficará a cargo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Para evitar uma derrota no plenário da Câmara, o governo avalia fazer alguns ajustes nas regras para os servidores públicos. Uma opção é exigir um tempo mínimo no último cargo — entre 25 e 30 anos — para quem entrou antes de 2003 ter direito à integralidade (último salário) e à paridade (reajustes salariais iguais ao do pessoal da ativa). Pela proposta, esses dois benefícios somente serão assegurados se os trabalhadores atingirem 65 anos de idade (homem) e 62 anos (mulher).

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Fonte: O Globo e Jornal do Brasil

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