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Publicado por no dia 16/07/2014 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Porta-voz do Hamas admite: grupo usa escudos humanos

Lider-hamas

Quando se fala que o Hamas recorre a escudos humanos no confronto com Israel, o que provoca um grande número de mortos, muitos críticos da política israelense contestam o que é uma evidência. Dizem que essa afirmação faz parte da máquina de propaganda de Israel.

Porém, o jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna no site da ‘Veja’, publicou o vídeo de uma entrevista, realizada no dia 8 de julho, com o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, à Al-Aqsa TV, que é a televisão dos terrositas. (Veja o vídeo abaixo).

Em um determinado momento o entrevistador pergunta se está sendo adotado o método dos escudos humanos, que foi bem-sucedido nos tempos do mártir Nyzar Rayan – um terrorista religioso do Hamas, que foi morto por Israel em 2009. Ele chegou a enviar um de seus filhos numa missão suicida, que matou dois judeus.

“Isso comprova o caráter dos nossos nobres, dos nossos lutadores da Jihad. São pessoas que defendem seus direitos e suas casas com o seu corpo e com o seu sangue. A política de pessoas que enfrentam aviões israelenses de peito aberto, a fim de proteger as suas casas, provou ser eficaz contra a ocupação (israelense). Além disso, essa política reflete o caráter dos nossos bravos, que são pessoas corajosas. Nós, do Hamas, convocamos o nosso povo para que adote essa política, a fim de proteger as casas palestinas”, disse o  porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri.

“Aí está a confissão de que o Hamas adota a prática dos escudos humanos e, pior do que isso, faz dela uma política oficial. (…) Para o Hamas, a morte enobrece e prova a grandeza dos que oferecem o próprio corpo e o próprio sangue para a causa. Nessa perspectiva macabra, quanto mais mortes, mais, então, o movimento teria com que se regozijar”, declara Reinaldo Azevedo.

Israel recomenda saída de palestinos 

O Exército israelense recomendou nesta quarta-feira (16) que cerca de 100 mil habitantes do norte da Faixa de Gaza, cenário de uma ofensiva israelense que deixou mais de 200 mortos desde a semana passada, abandonem suas casas, informaram fontes militares. A medida afeta os habitantes das cidades de Zeitun, Shujaiya e Beit Lahiya. O aviso foi feito via ligações telefônicas, mensagens por SMS e panfletos informando que as regiões sofrerão ataques, segundo comunicado do Exército.

“Apesar do cessar-fogo, o Hamas e outras organizações terroristas continuaram lançando foguetes, muitos deles procedentes destas três zonas”, afirmam as mensagens do Exército. “Para sua própria segurança, solicitamos que abandonem suas residências imediatamente antes das 8h (2h de Brasília)”, afirmam os panfletos. A mensagem destaca que o Exército “não quer causar dano” aos habitantes destas cidades.

Também nesta quarta, o governo da França apresentou a proposta de uma ajuda de fronteira nos pontos de passagem entre Gaza e Israel, anunciou chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius. O objetivo da iniciativa é permitir aos palestinos acesso a remédios, alimentos e assistência durante o conflito.

Bombardeios

Nesta terça, Israel retomou os bombardeios contra a Faixa de Gaza, depois de uma breve trégua, intensificando seus ataques após o registro da primeira vítima israelense. Ataques aéreos mataram mais cinco palestinos na madrugada desta quarta, segundo fontes médicas, elevando o número de óbitos no território a 202. O bombardeio de uma casa na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, matou dois homens, e outro ataque aéreo vitimou um jovem na mesma região, disse o porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf al Qedra.

Em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, a aviação israelense matou um homem e um jovem de 19 anos nesta madrugada, acrescentou o porta-voz. Horas antes, aviões israelenses bombardearam a casa de um alto dirigente do Hamas, Mahmoud al-Zahar, na cidade de Gaza, mas não havia ninguém na residência. Ao menos dois mísseis atingiram a casa de quatro andares de Al-Zahar, destruindo o prédio e causando danos a uma mesquita e a residências vizinhas, segundo testemunhas.

Os ataques israelenses também atingiram na cidade de Gaza a casa de Bassem Naim, outro alto dirigente do Hamas, e as residências em Jabalia, no norte, do ex-ministro da Saúde Fathi Hammad e do deputado Ismail Al Ashqar. A rejeição por parte do Hamas da iniciativa egípcia de cessar-fogo obrigou Israel a “expandir e intensificar” suas operações militares em Gaza, declarou na terça o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Assista a entrevista abaixo e deixe seu comentário no Comerj.

Fonte: Veja

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