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Publicado por no dia 10/08/2016 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Por 59 votos a 21, Senado aprova e Dilma é ré no impeachment

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Presidente afastada virou ré em sessão que durou mais de 16h e terminou com placar de 59 a 21. Placar indica que Planalto tem votos para afastamento definitivo. Julgamento final deve começar até o fim de agosto

Em uma sessão nesta terça-feira (9) que durou mais de 16 horas, o Senado decidiu levar Dilma Rousseff a julgamento final no processo do impeachment. O relatório do tucano Antonio Anastasia, que acolhe as denúncias de crime de responsabilidade, foi aprovado com 59 votos favoráveis, cinco a mais que os 54 que serão necessários para que o impeachment seja confirmado na última fase – quando dois terços do plenário precisam concordar com o impedimento definitivo de Dilma. Os aliados da petista conseguiram 21 votos. A casa estava cheia e somente o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB, não votou.

Por 59 votos a 21, Senado torna Dilma ré no impeachment

O resultado saiu na madrugada desta quarta-feira (10) depois de uma longa fase de discussão na qual 47 senadores se pronunciaram. Além dos parlamentares, representantes da acusação e da defesa também falaram.

Para o advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, os opositores de Dilma escolheram pretextos sem fundamentação jurídica para afastar uma presidente democraticamente eleita.

Sabendo do placar desfavorável, o Partido dos Trabalhadores apresentou quatro destaques ao relatório na tentativa de livrar Dilma de alguma das acusações. Todos foram rejeitados, mas a votação serviu para mostrar que mesmo os favoráveis ao impeachment têm dúvidas sobre a denúncia.

Acir Gurgacz, do PDT, votou pela continuidade do processo, mas queria a retirada de um dos decretos questionados pela acusação. Ivo Cassol, do Partido Progressista, acha que Dilma é culpada, mas não pelas chamadas pedaladas no Plano Safra.

A partir de agora começam a contar os prazos para que acusação e defesa apresentem os argumentos finais e o rol de testemunhas que vão depor no julgamento – seis para cada uma das partes. Depois disso, o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski – que é quem está comandando os trabalhos nessa fase – pode marcar a data da sessão que vai julgar Dilma Rousseff em definitivo.

A expectativa é de que o julgamento comece na última semana de agosto.

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Fonte: Rádio CBN

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