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Publicado por no dia 24/06/2014 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Polícia identifica black blocs e líderes de movimento suspeitos de violência em ato

BlackBlocs-Marcelo-Camargo-Agência-Brasil

A Polícia chamou vinte e dois membros do Movimento Passe Livre (MPL) para prestar depoimento nesta segunda-feira (23), na sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em inquérito que investiga a ação de vândalos em manifestações. Dois black blocs são investigados – um sob suspeita de depredar o metrô Carrão no protesto de 12 de junho e outro, de participar da destruição de uma concessionária de veículos na quinta-feira da semana passada.

Se comprovada a participação dos suspeitos nas depredações, os black blocs poderão ser responsabilizados pelos crimes de dano ao patrimônio e constituição de milícia provada – previsto no artigo 288-A do Código Penal, e que estabelece pena de 4 a 8 anos de prisão sem direito a fiança.

Na última quinta-feira, black blocs depredaram agências bancárias e concessionárias de luxo durante manifestação promovida pelo MPL. Oficialmente, o ato tinha como objetivo comemorar um ano de redução das tarifas de ônibus, trens e metrô, de 3,20 reais para 3 reais, após a onda de protestos de junho do ano passado. A PM acompanhou de longe a manifestação e, logo após o ato, o comando da polícia afirmou que tinha feito um acordo com o MPL, no qual eles teriam se comprometido com a segurança do evento.

A demora da ação policial durante as depredações foi criticada pelo próprio secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella. Ele admitiu que houve um equívoco por parte da PM ao se manter distante do protesto.

No sábado, o MPL rebateu as declarações da PM por meio de nota oficial. “Entendemos a revolta da população com a constante repressão da polícia, dentro e fora das manifestações. Entendemos também que as pessoas (sic) tem direito de preservar a sua identidade, utilizando máscaras, para evitar a perseguição por parte do Estado, como vem ocorrendo com todas as pessoas que tem se manifestado. Além disso, sabemos que historicamente os quebra-quebras fizeram parte das lutas populares. Não cabe a nos legitimar ou deslegitimar essas ações, no entanto elas nunca estiveram entre os objetivos do ato do dia 19″.

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Fonte: Veja

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