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Publicado por no dia 27/03/2014 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Papa aceita renúncia do ‘bispo do luxo’ da Alemanha

franz-peter-tebartz-divulgação

Tebartz-van Elst já foi acusado de mentir, ser narcisista e esbanjar muito dinheiro nas suas extravagâncias

O papa Francisco aceitou formalmente nesta quarta-feira (26) a renúncia de Franz-Peter Tebartz-van Elst, conhecido mundialmente como o “bispo do luxo”, informou a rede BBC. O clérigo havia oferecido o pedido em outubro, logo após a divulgação do escândalo de que ele havia gasto 31 milhões de euros (93 milhões de reais) da sua diocese para reformar a sua residência oficial em Limburg, Oeste da Alemanha – a moradia episcopal foi inicialmente orçada em 5,5 milhões de euros (16,4 milhões de reais). Segundo um comunicado do Vaticano, Tebartz-van Elst será realocado para uma nova posição na Igreja Católica “em um momento oportuno”.

O Vaticano pediu para que a diocese de Limburg aceite a renúncia com “docilidade” e volte a trabalhar para restaurar “o clima de caridade e reconciliação”. Após o escândalo vir a público, o papa Francisco criticou por diversas vezes o comportamento de clérigos católicos cujo estilo de vida era muito “extravagante”. De acordo com a rede BBC, o posto que era de Tebartz-van Elst será ocupado pelo bispo auxiliar Manfred Grothe.

Histórico

Tebartz-van Elst chegou a ser processado por perjúrio ao mentir para a Justiça alemã sobre viagens de primeira classe que tinha feito para a Índia – ele havia dito que tinha ido ao país para visitar habitantes de vilarejos carentes. As acusações foram retiradas depois que o clérigo pagou uma multa de 20.000 euros. Uma investigação para apurar se o bispo lavou dinheiro durante a reforma de sua residência episcopal ainda está em andamento na Alemanha.

Na época em que o escândalo veio à tona, a revista alemã ‘Der Spiegel’ revelou que uma série de pedidos especiais do bispo que aumentaram em muito o custo final das obras. Somente os aposentos pessoais de Tebartz-van Elst teriam custado 2,9 milhões de euros (8,6 milhões de reais), com uma sala de refeições de 63 metros quadrados e uma banheira de 15.000 euros (44.000 reais). A reportagem afirmou que o bispo tentou, durante muito tempo, esconder o custo real dos trabalhos na residência episcopal, que não parava de aumentar.

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Fonte: Veja

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