Menu Páginas
TwitterFacebook

COMERJ - Conselho dos Ministros do Estado do Rio de Janeiro

Menu Categorias

Publicado por no dia 03/08/2015 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

‘Ou esclarece, ou se responsabiliza’, diz Cunha sobre Catta Preta

Montagem

O presidente da Câmara diz que vai interpelar judicialmente a advogada que acusou a CPI de ameaçá-la

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou neste último fim de semana por meio de sua conta no Twitter que vai acionar a Procuradoria Parlamentar da Câmara para interpelar judicialmente, e “independentemente da CPI”, a advogada Beatriz Catta Preta. No dia 30 de julho, em entrevista ao ‘Jornal Nacional’, Catta Preta, responsável por nove acordos de delação premiada na operação Lava Jato, acusou “integrantes da CPI” da Petrobras de ameaçá-la. A advogada afirmou que, diante de “tudo isso que está acontecendo” e “para preservar a segurança” de sua família, decidiu abandonar a advocacia.

“A acusação atinge a CPI como um todo e a Câmara como um todo, devendo ela esclarecer ou ser responsabilizada por isso”, escreveu o deputado. “Determinarei a Procuradoria Parlamentar da Câmara que ingresse com a interpelação judicial semana que vem, independente da CPI. A mesa diretora da Câmara tem a obrigação de interpelá-la judicialmente para que diga quais ameaças sofreu e de quem sofreu as ameaças”, completou Cunha em sua conta na rede social.

Esta é a primeira vez que Cunha se manifesta sobre as declarações da advogada. Nesta sexta-feira (31), o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), criticou as acusações de Catta Preta, que foi convocada a falar à comissão e depois desobrigada pelo Supremo Tribunal Federal. “A CPI não ameaça ninguém. A CPI investiga. O que é mais estranho é uma advogada criminalista que tem prestado serviços no país há muito tempo alegar de uma hora para outra que está sendo ameaçada sem trazer nenhuma pessoa que a ameaçou, sem trazer nenhum fato concreto”, disse o deputado.

Entre os ex-clientes da advogada, está o lobista Julio Camargo, da Toyo Setal, que, em sua delação, citou o presidente da Câmara como destinatário de 5 milhões de dólares do propinoduto que sangrou a Petrobras. Na entrevista ao ‘Jornal Nacional’, Catta Preta não citou nomes de políticos, mas afirmou que a pressão aumentou depois que o delator envolveu Cunha no esquema.

Pauta-bomba

Na rede social, Eduardo Cunha também rebateu as afirmações do governo de que ele esteja preparando a aprovação de um conjunto de medidas que aumentam os gastos da União, Estados e Municípios, a chamada “pauta-bomba”, na volta do recesso parlamentar. “A tentativa de colocar nas minhas costas uma chamada pauta bomba para prejudicar as contas públicas não tem o menor sentido. Tenho absoluta consciência do momento de crise econômica e sempre me pautei por posições contrárias ao aumento dos gastos públicos”, escreveu o deputado no Twitter.

Cunha também ressaltou que a “paralisia da economia” não é culpa do Congresso e criticou o governo federal, frisando que não houve corte de gastos, mas apenas redução dos investimentos. Segundo ele, o governo poderia ter reduzido o número de ministérios e cargos de confiança. “Mesmo que para a economia isso não fosse tao significativo, o exemplo seria um importante sinal para a sociedade”, disse o presidente da Câmara.

Deixe o seu comentário no Comerj.

Fonte: Veja

Publicar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *