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Publicado por no dia 28/07/2015 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Otan expressa apoio a ofensiva turca contra o Estado Islâmico

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Durante reunião de emergências em Bruxelas, aliados expressaram ‘forte solidariedade’ a governo turco

A Otan ofereceu apoio à campanha da Turquia contra o Estado Islâmico (EI) e rebeldes curdos durante uma reunião de emergência nesta terça-feira (28) em Bruxelas. O encontro ocorre quatro dia depois de o governo turco intensificar o seu papel na coalizão liderada pelos Estados Unidos e realizar pela primeira vez bombardeios aéreos contra posições jihadistas na Síria. Em outra frente, as forças turcas atacaram alvos do Partido de Trabalhadores do Curdistão (PKK).

“A Otan segue de perto a evolução da situação e asseguramos ao nosso aliado turco nossa forte solidariedade”, declarou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, na abertura da reunião com os embaixadores dos 28 países membros da aliança. “O terrorismo em todas as suas formas não pode em circunstância alguma ser justificado ou tolerado”.

O encontro foi convocado pela Turquia, intuito de debater a ameaça do Estado Islâmico para a Turquia e também os ataques contra rebeldes curdos. O governo turco, acusado durante anos de conivência com organizações radicais que lutam contra o regime sírio, mudou de estratégia na semana passada depois do atentado contra um acampamento de jovens na cidade de Suruc, que deixou 32 mortos. Em seguida, outro ataque jihadista na fronteira com a Síria matou um soldado turco.

No entanto, a Comissão Europeia pediu cautela e proporcionalidade nas respostas das autoridades turcas, segundo declarou uma porta-voz da UE.

Antes de partir para uma visita oficial à China, o presidente Recep Tayyip Erdogan reafirmou nesta terça-feira que não cederá à ameaça terrorista e continuará com determinação sua luta contra os extremistas do EI e do Partido de Trabalhadores do Curdistão (PKK). Considerado uma organização terrorista pela Turquia e pelos EUA, o PKK trava há mais de três décadas um conflito contra o governo turco, em busca de uma maior autonomia para a população curda.

“Não é possível para nós para continuar o processo de paz com aqueles que ameaçam a nossa unidade nacional e fraternidade”, disse Erdogan em entrevista coletiva.

Ancara e Washington acordaram na segunda-feira um plano no qual as forças turcas, aviões de guerra americanos e insurgentes sírios vão trabalhar em conjunto para varrer o Estado Isâmico (EI) de uma faixa de cerca de 100km no Norte da Síria, ao longo da fronteira com a Turquia. O plano prevê uma zona livre dos jihadistas para melhorar a segurança e a estabilidade ao longo da fronteira, o que também poderia ser um local seguro para sírios deslocados.

Além disso, o governo turco deu sua autorização, esperada há tempos, para que os aviões americanos que bombardeiam o EI na Síria e no Iraque possam usar a base de Incirlik, no Sul do país.

Noite de violência

Uma explosão de origem criminosa danificou na madrugada desta terça-feira o gasoduto entre o Irã e a Turquia, anunciou Ancara, em um ataque supostamente realizado pelos rebeldes do PKK. A explosão causou um incêndio, que foi apagado rapidamente, segundo o ministério turco da Energia. As autoridades informaram que o transporte de energia será retomado assim que a estrutura, responsável por 18% da demanda turca por gás, for reparada.

Além desse ataque, uma emboscada matou um comandante da polícia local e outros atentados foram registrados contra forças de segurança e instalações civis, mas sem deixar vítimas. Na cidade de Cizre, que faz fronteira com a Síria, um hospital público foi atacada com homens armados.

O PKK multiplicou na última semana as operações contra as forças de ordem no sudeste da Turquia, que, em resposta, lançaram na sexta-feira uma série de bombardeios em suas bases no norte do Iraque. No dia seguinte, o PKK rompeu a trégua que respeitava desde 2013 matando dois soldados turcos.

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Fonte: O Globo

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