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Publicado por no dia 01/06/2017 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Operação Ratatouille: PF prende empresário de quentinhas ligado a Cabral

PF prende acusado de propinas nas merendas do Rio de Janeiro. O objetivo da operação Ratatouille é desarticular um esquema de desvios de recursos no fornecimento de alimentos a escolas e presídios

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (1º) o empresário Marco Antonio de Luca, responsável pelo fornecimento de alimentos para presídios e escolas do Rio de Janeiro. As prisões foram feitas na Operação Ratatouille, mais um desdobramento da Lava Jato.

O objetivo da operação é desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos para o pagamento de propina do esquema do ex-governador Sergio Cabral.

De Luca participou do episódio conhecido como ‘farra dos guardanapos’, uma festa em Paris que reuniu Cabral, secretários de governo e empresários.

O foco da ação são as empresas Mazan e Milano, que pertencem ao mesmo grupo familiar. Elas forneciam também alimentação para hospitais públicos do estado e para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) durante os Jogos Olímpicos do ano passado. Nos últimos dez anos, as duas empresas tiveram contratos superiores a 700 milhões de reais com o governo do Rio de Janeiro.

Os policiais federais cumprem um mandado de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, 7ª Vara Federal Criminal do Rio, nos bairros da Barra da Tijuca, do centro da cidade, em Ipanema e no Leblon, no município do Rio, e nas cidades de  de Mangaratiba e Duque de Caxias.

As investigações, iniciadas há seis meses, indicam o pagamento de pelo menos 12,5 milhões de reais em vantagens indevidas a autoridades públicas por um empresário do ramo de alimentação que mantinha contratos com o governo do Estado do Rio.

De acordo com a PF, “o nome da operação remete a um prato típico da culinária francesa, em referência a um jantar em restaurante de alto padrão em Paris, no qual estavam presentes diversas autoridades públicas e empresários que possuíam negócios com o estado”.

A operação é feita em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

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Fonte: Veja

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