Menu Páginas
TwitterFacebook

COMERJ - Conselho dos Ministros do Estado do Rio de Janeiro

Menu Categorias

Publicado por no dia 02/10/2014 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Ofensiva terrorista no Iraque já matou mais de nove mil civis

jihadista

Segundo a ONU, o número de mortos e assassinatos pode ser ‘muito maior’, pois os conflitos também provocam vítimas por falta d’água, de remédios e de alimentos

A ofensiva dos jihadistas no Iraque deixou nos nove primeiros meses deste ano 9.347 civis mortos e 17.386 feridos, segundo um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e da Missão da ONU no país (Unami, na sigla em inglês). O documento, divulgado nesta quinta-feira, revelou que a maioria das vítimas morreu ou ficou ferida entre 1º de junho e 30 de setembro, quando a ofensiva dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) se intensificou.

O relatório informou que o número de vítimas “pode ser muito maior”, pois se desconhece quantas pessoas morreram por causas indiretas ao conflito, como a falta de comida, água ou remédios após abandonarem seus lares e ficarem presas em zonas controladas por EI. As crianças, as mulheres grávidas, os deficientes e os idosos são “particularmente vulneráveis”, destaca o documento. O relatório também se refere ao número de deslocados internos que, até agosto, chegou a 1,8 milhão de pessoas. Destes, cerca de um milhão permanecem em áreas controladas pelos jihadistas ou pelo governo central, enquanto 800.000 sobrevivem na região do Curdistão.

Os dois organismos afirmam que os combatentes do EI cometeram “sérias violações da lei humanitária internacional e graves abusos dos direitos humanos, efetuados de forma sistemática”. Estas ações incluem assassinatos indiscriminados de civis, sequestros, violações e outras formas de abusos sexuais e violência contra mulheres e crianças, destruição e profanação de lugares sagrados, apropriação indevida, e absoluta negação das liberdades fundamentais. As comunidades minoritárias – os shabak, os cristãos, os yezidis, os sabanos, os curdos e os xiitas – foram especialmente atingidas. “O EI atacou intencionalmente os membros destas comunidades com a intenção de destrui-los, suprimi-los e fazer uma limpeza étnica nas zonas sob seu controle”, denunciou o relatório. As atrocidades podem ser consideradas crimes contra a humanidade e de guerra.

Além disso, o relatório denuncia que as Forças de Segurança iraquianas e as forças afins ao exército também cometeram graves abusos e violaram a lei humanitária internacional. Segundo o texto, foram cometidos bombardeios indiscriminados, “assim como operações militares que violaram os princípios de distinção e proporcionalidade de acordo com a lei humanitária internacional”. Grupos armados filiados ou apoiados pelo governo também praticaram assassinatos seletivos, incluindo de milicianos do EI capturados, e sequestros de civis, afirma o relatório.

Síria – Os jihadistas avançavam nesta quinta em direção à cidade curda de Ain al-Arab, no norte da Síria, o que obrigou os combatentes curdos a abandonar a contenção que faziam, afirmou o diretor da ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman. “Há um grande temor de que o EI possa chegar muito em breve a Kobane [nome curdo para Ain al-Arab]“, disse Rahman. A cidade, próxima da fronteira com a Turquia, tem milhares de civis curdos.

O avanço dos jihadistas acontece apesar dos bombardeios da coalizão internacional contra suas posições neste setor para impedir que cheguem a Ain al-Arab, defendida pelas forças curdas há duas semanas. “Há dúvidas de que os combatentes curdos possam resistir, já que o EI utiliza tanques e outras armas pesadas na ofensiva”, disse o diretor da ONG, que recordou que os curdos são inferiores em número e armas. Os curdos se preparam para batalhas nas ruas de Ain al-Arab, caso os jihadistas consigam romper as linhas de defesa nas proximidades da cidade.

Deixe seu comentário no Comerj.

Fonte: Veja

Publicar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *