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Publicado por no dia 22/07/2016 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Ódio e racismo contaminam a França após atentado a Nice

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Após homenagem às vítimas em Nice, homem grita a uma mulher “volte para o seu país”

Uma das cenas que representa bem essa onda de cólera e racismo aconteceu logo após o minuto de silêncio em homenagem às vítimas na avenida Promenade des Anglais, local do atentado em Nice, na terça-feira (19).

Um francês gritou para uma moça para que ela voltasse para seu país, ao que ela respondeu “eu nasci na França”. O presidente François Hollande declarou no início da semana, em viagem a Portugal, que é isso que os terroristas desejam: dividir as pessoas e colocar uns contra os outros.

Em entrevista ao jornal, o sociólogo Alain Mergier diz que a grande ameaça não é de uma guerra civil, mas de uma desintegração e de uma fragilização extrema da sociedade.

Já o deputado Bruno Le Maire, do partido de direita os Republicanos, afirma que o perigo é ter uma população que busque fazer justiça com as próprias mãos. Segundo ele, estamos em uma zona de risco, e os excessos são possíveis a qualquer momento.

Classe política como alvo

A raiva, a rejeição e a desconfiança também têm como alvo a classe política, tanto de esquerda quanto de direita. O primeiro-ministro socialista, Manuel Valls, foi vaiado em pleno minuto de silêncio em homenagem às vítimas do atentado e chamado de “assassino”.

O chefe de governo já havia dito que é necessário se acostumar a viver com um risco ao qual a França deverá enfrentar durante pelo menos entre 10 e 20 anos. Os políticos de direita também foram extremamente criticados por propor um pacote de segurança extremo e com ideias estapafúrdias.

Quem parece ganhar mais com o cenário de medo e raiva é o partido de extrema direita Frente Nacional. Segundo um membro da legenda, houve um boom de filiações nas 48 horas depois do atentado, e as pessoas ficaram revoltadas com as imagens de violência e estão cansados de ouvir as mesmas repostas dos políticos que estão no poder.

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Fonte: RFI

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