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Publicado por no dia 29/08/2014 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Número de refugiados sírios chega a 3 milhões, segundo a ONU

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O número de refugiados sírios em todo o mundo chegou a 3 milhões, segundo informações da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR),  divulgadas nesta sexta-feira (29). Isso significa que um a cada oito cidadãos sírios foram forçados a atravessar as fronteiras do país.

Desde março de 2011, a Síria enfrenta uma guerra civil. O presidente Bashar al-Assad, da minoria étnico-religiosa alauíta, enfrenta uma rebelião armada que tenta derrubá-lo do poder.

Com os novos dados, os sírios passam a ser a maior população de refugiados sob cuidado da ACNUR. Desde o começo do conflito no país, a agência diz que passou a registrar refugiados mais rapidamente.

São nos países vizinhos à Síria que as concentrações de refugiados sírios são maiores. O Líbano abriga 1,14 milhão deles; a Jordânia recebeu 608 mil; e a Turquia, 815 mil. Quatro em cada cinco refugiados buscam tentar a vida em vilas e cidades fora dos campos de refugiados, diz a agência.

Outros 6,5 milhões de sírios se deslocaram internamente, de acordo com a agência, e mais da metade deles são crianças.

Além disso, governos estimam que outras centenas de milhares de sírios estão buscando refúgio em seus países.

As famílias que fogem da guerra civil na Síria chegam a outros lugares em estado de choque, exaustas e assustadas, diz a ACNUR. Além disso, a viagem para fora do país está se tornando cada vez mais difícil, e refugiados acabam pagando a contrabandistas para passar a fronteira.

A agência diz que os combates na Síria parecem estar piorando e que novas áreas estão se esvaziando. Entre os principais problemas do conflito estão o cerco a populações, a fome e a morte indiscriminada de civis.

Doenças crônicas também são comuns entre os refugiados. Os que chegaram recentemente à Jordânia sofrem de diabetes, doenças cardíacas e câncer, e fugiram porque não tinham condições de receber tratamento adequado.

No Brasil, o número de refugiados sírios chegou a 1.250 no final de julho, segundo o Ministério da Justiça. É a maior população de refugiados no país, à frente de colombianos (1.236) e angolanos (1.066).

Os sírios chegaram no país com a esperança de um recomeço após perderem casa, emprego e segurança na Síria. Devido ao conflito, o Brasil passou a facilitar a obtenção do visto de turista para os cidadãos desse país. Em São Paulo, a comunidade se une para conseguir emprego e casa para recém-chegados.

Segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos, a guerra já deixou pelo menos 191 mil mortos. Pelo menos 8,6 mil crianças morreram.

O maior número de mortes documentadas pela ONU foi registrado na periferia rural de Damasco (39.393), seguida de Aleppo (31.932), Homs (28.186), Idleb (20.040), Daraa (18.539) e Hama (14.690).

Inicialmente, a maioria sunita e a população em geral realizavam protestos reivindicando mais democracia e liberdades individuais. Com a repressão violenta das forças de segurança, o conflito se transformou em revolta armada, apoiada por militares desertores e por grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana, do Egito, e radicais com o grupo Al-Nursa, “franquia” da rede terrorista da Al-Qaeda.

Os confrontos destruíram a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional. Em agosto de 2013, um ataque em um subúrbio de Damasco com armas químicas atribuído ao regime foi considerado o mais grave incidente com uso de armas químicas no planeta desde os anos 1980. Um “grande número” de pessoas morreu com os ataques de gás sarin, segundo relatório da ONU.

A guerra civil síria reviveu as tensões da Guerra Fria entre Ocidente e Oriente, por conta do apoio da Rússia ao regime sírio. Os EUA se limitam, oficialmente, a oferecer apoio não letal aos rebeldes e a fornecer ajuda humanitária.

Após proposto pela Rússia, a Síria colabora com a Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas) para uma operação conjunta de desarmamento químico no país.

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Fonte: G1

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