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Publicado por no dia 28/09/2015 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Não foi só a Volks, outras montadoras podem ter fraudado emissões

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Um relatório divulgado por um órgão ambiental europeu sugere que outras montadoras, além de Volkswagen e Audi, podem ter fraudado os resultados de emissões de carros a diesel.

European Federation for Transport and Environment (EFTE) baseou suas afirmações em uma revisão de dados do International Council on Clean Transportation (Conselho Internacional de Transporte Limpo), uma organização cujos testes desencadearam a crise que tomou conta da Volkswagen.

O relatório da federação levanta dúvidas sobre a integridade dos testes de emissões da Europa e sugere que outros fabricantes de automóveis podem ter usado métodos similares para “valorizar” resultados em testes de emissões. A entidade divulgou seu relatório em 10 de setembro – antes da EPA divulgar suas conclusões sobre a Volkswagen – mas teve pouca cobertura por parte da mídia.

Conforme revelado há cerca de uma semana pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e pelo California Air Resources Board (CARB), a Volkswagen utilizou softwares manipulados para realizar a medição das emissões de alguns modelos, de modo a violar os padrões ambientais vigentes nos EUA. Segundo revelado, o sistema desligava os controles de emissões ao dirigir normalmente e mascarava os resultados reais apenas no momento dos testes.

O EFTE afirma que testes do ICCT mostram claras discrepâncias entre as emissões de laboratório e desempenho no mundo real para várias montadoras como a BMW, Mercedes-Benz e até a Opel, braço europeu da General Motors. Argumentou que estes fabricantes também podem ter utilizado softwares semelhantes aos que a VW admitiu ter usado nos Estados Unidos.

Tecnologias que reduzem emissões “são otimizadas para as condições de teste e há evidência clara de que os carros detectam quando estão sendo testados para aplicar ciclos que reduzem as emissões”, diz o relatório do EFTE. E completou: “outros fabricantes, basicamente, seguiram a mesma linha”, assim com a Volkswagen, disse François Cuenot, técnico do órgão.

Nico Muzi, porta-voz do mesmo órgão, foi mais longe, dizendo que a Volkswagen é “apenas a ponta do iceberg.” Muzi acrescentou que discrepâncias nas emissões no laboratório e nas ruas estão “acontecendo em toda a linha”. As diferenças entre os resultados, segundo ele, “é grande, e não pode ser justificada”.

BMW

Um porta-voz da BMW disse que os veículos da empresa satisfazem os requisitos de emissões, tanto em testes de laboratório quanto no uso diário, e observou que o ICCT também chegou a essa conclusão. Ele acrescentou que nem a EPA nem a California Air Resources Board abordaram a BMW a respeito de qualquer assunto sobre “dispositivo manipulador”.

Mercedes

A Daimler AG, proprietária da Mercedes, não respondeu aos pedidos de resposta sobre o relatório de Transportes e Meio Ambiente. Na sequência dos relatórios sobre VW, a Daimler disse que não estava ciente de qualquer investigação de veículos Mercedes nos EUA: “Nós ouvimos acusações da EPA contra a VW na imprensa”, disse a montadora em um comunicado. “Os problemas descritos pela imprensa não são aplicáveis ​​aos automóveis da Mercedes-Benz”.

A General Motors não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte: Automotive News e Carplace/UOL

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