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Publicado por no dia 22/07/2016 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Mulher de marqueteiro admite caixa 2 de R$ 4,5 mi em campanha do PT

Ela é o marido são réus na Lava Jato. Mônica fez a afirmação nesta quinta-feira ao juiz Sérgio Moro

Ela é o marido são réus na Lava Jato. Mônica fez a afirmação nesta quinta-feira ao juiz Sérgio Moro

Mônica Moura, mulher do ex-marqueteiro do PT João Santana, admitiu ao juiz federal Sérgio Moro que o pagamento de US$ 4,5 milhões feito pelo engenheiro Zwi Skornick foi de caixa dois da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010.

Segundo o ‘G1′, a afirmação foi feita na audiência realizada na Justiça Federal de Curitiba, relacionada à ação penal originada a partir da 23ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em fevereiro deste ano. Ela responde pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro. O marido dela também é réu neste mesmo processo. O casal está preso na carceragem Superintendência da Polícia Federal (PF), na capital paranaense.

Mônica disse que o pagamento refere-se à uma dívida de campanha do Partido dos Trabalhadores. “Ficou uma dívida de quase R$ 10 milhões que não foi paga e que demorou e foi protelada e eu cobrei muito essa dívida”, relatou ao juiz.

“Depois de dois anos de luta, eu tive uma conversa com o Vaccari (João Vaccari Neto), que era a pessoa responsável pelos pagamentos, era o tesoureiro na época da campanha, era quem acertava comigo. Ele me mandou procurar um empresário que queria colaborar com o partido e que ia pagar essa dívida de campanha, foi assim que eu cheguei ao senhor Zwi”, afirmou Mônica.

De acordo com a coluna de Monica Bérgamo na ‘Folha de S. Paulo’, Santana disse, em seu depoimento, que, mesmo que a mulher fosse a responsável pelas finanças, tinha conhecimento de como a dívida estava sendo saldada. Tanto Santana quanto Mônica disseram que não sabiam que Zwi tinha contratos com a Petrobras ou que os recursos poderiam vir de propina.

Detalhes do depoimento

Matéria do ‘Correio Braziliense’ afirma que o juiz Moro questionou a mulher de João Santana se “foi tratado de onde vinha o dinheiro”.

“Não, não”, ela respondeu.

O juiz insistiu na pergunta, se ela não perguntou a Vaccari ou a Zwi. “Não, não. Estava recebendo pelo meu trabalho. Só perguntei ao Vaccari ‘como vai ser feito isso’, respondeu Mônica.

Ela admitiu que não registrou o pagamento parcelado na Justiça Eleitoral: “Não, foi caixa 2 mesmo excelência. Não foi declarado”.

Laudo da Polícia Federal indica que a empresa do casal (Pólis Propaganda) recebeu R$ 170 milhões do PT, entre 2006 e 2014. “São valores expressivos”, ela reconheceu. “Fazer TV, campanha no Brasil, é muito caro. Isso (R$ 170 milhões) se refere a campanhas.”

Moro perguntou o motivo de não ter incluído os US$ 4,5 milhões recebidos de Zwi Scornicki na contabilidade da agência Pólis Propaganda. “Os partidos não aceitam, sempre tentei para ficar mais tranquila, não tinha que correr riscos, fazer esse malabarismo de empresário doador de campanha, mas o partido não aceita porque tem o teto, vai extrapolar o teto limite que tem no Tribunal Superior Eleitoral. Os partidos não querem declarar o real valor que recebem das empresas. Em contrapartida nós profissionais ficamos no meio disso. Portanto, nunca era declarado todo o valor. Não era uma opção minha, era uma prática, não só do PT, em todos os partidos.”

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Fonte: G1, Folha de S. Paulo e Correio Braziliense

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