Menu Páginas
TwitterFacebook

COMERJ - Conselho dos Ministros do Estado do Rio de Janeiro

Menu Categorias

Publicado por no dia 07/01/2014 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

João Paulo Cunha deve se entregar a PF, afirma assessoria

JPCunha-José-Cruz

Deputado começará a cumprir pena de seis anos e quatro meses, em regime semiaberto, por corrupção passiva e peculato

O deputado federal e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) está em Brasília e deve se apresentar à Polícia Federal nesta terça-feira (7) por volta do meio-dia, segundo a assessoria do deputado. Na segunda-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, determinou a prisão de João Paulo Cunha. Ele cumprirá pena de seis anos e quatro meses, em regime semiaberto, por corrupção passiva e peculato.

Cunha também foi condenado a outros três anos de prisão por lavagem de dinheiro, totalizando pena de nove anos e quatro meses, o que pode levá-lo a cumprir a pena em regime fechado. Mas como este crime pode ser contestado com embargos infringentes, que dão ao réu o direito a um novo julgamento, pois o deputado obteve cinco votos pela absolvição, Cunha só vai cumprir a pena por lavagem após o julgamento do recurso.

Ainda de acordo com a assessoria, o deputado não pretende renunciar ao cargo. Até à noite desta segunda-feira, a Polícia Federal ainda não havia recebido o mandado de prisão.

Dos 25 condenados no processo do mensalão, Cunha é o 22º a começar a cumprir pena. Ele também é 18º réu a ir para a prisão. Na época dos crimes, ele era presidente da Câmara. Ele foi condenado por ter contratado empresa de publicidade de Marcos Valério com fraude em licitação. A situação de João Paulo se complicou porque, ao receber a propina oferecida pelo governo em troca de apoio político, ele mandou a mulher ir a uma agência do Banco Rural para fazer os saques.

As primeiras prisões do mensalão foram decretadas em 15 de novembro. No grupo, estavam os personagens principais do esquema: o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino (PT-SP), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e Marcos Valério. Em dezembro, foram presos, entre outros, o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Há três réus cumprindo penas alternativas. Além disso, Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, está foragido. Por fim, Roberto Jefferson aguarda o mandado de prisão, mas Barbosa ainda não decidiu sobre o pedido de prisão domiciliar feito pelo delator do mensalão. Dois réus, o ex-assessor do PP João Cláudio Genu e o doleiro Breno Fischberg, foram condenados à prisão por um só crime, mas entraram com embargos infringentes para contestar.

Deixe o seu comentário no Comerj.

Fonte: O Globo

Publicar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *