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Publicado por no dia 04/11/2015 em Notícias | Nenhum comentário

Grupo de hackers planeja desmascarar membros do Ku Klux Klan

Ku-Klux-Klan

O grupo racista surgiu em 1865, no sul dos Estados Unidos. Eles se vestiam com roupas brancas e capuzes, montavam cavalos e perseguiam os negros

O grupo de hackers Anonymous planeja revelar as identidades de até 1.000 membros da organização Ku Klux Klan (KKK), o último capítulo de uma guerra cibernética em curso contra o grupo racista da supremacia branca.

O coletivo autodenominado “hacktivista” revelou, em mensagens publicadas na rede social Twitter e em um vídeo no YouTube que havia obtido a lista de nomes da conta do Twitter de um membro do clã.

“Tudo será revelado no mês que vem, em torno do primeiro aniversário da #OpKKK (operação Ku Klux Klan)”, tuitou através da conta @Operation_KKK.

O Anonymous passou à ação contra o Ku Klux Klan em novembro do ano passado depois que membros do grupo ameaçaram com violência manifestantes pacíficos em Ferguson, Missouri.

Esta cidade do meio oeste se tornou um símbolo das tensões raciais nos Estados Unidos desde que, em agosto de 2014, a força da polícia local matou Michael Brown, um jovem negro de 18 anos que estava desarmado na via pública.

Em um comunicado lido no YouTube, o Anonymous disse que os membros do KKK eram “terroristas” e que seus membros deveriam perder seu direito ao anonimato. “Vocês são desprezíveis, criminosos, são mais que extremistas, são mais que um grupo de ódio”, disse.

O Anonymous assegurou que tinha baixado uma conta do Twitter vinculada ao KKK em novembro do ano passado e divulgou as identidades de vários membros do clã.

Sobre a Ku Klux Klan

Em 1865, no sul dos Estados Unidos, surgiu um grupo de racistas, que se vestiam com roupas brancas e capuzes, montavam cavalos e perseguiam negros (ex-escravos, libertos na Guerra de Secessão) e seus defensores, denominado Ku Klux Klan.

Formada por jovens veteranos da Confederação Sulista (Calvin Jones, Frank McCord, Richard Reed, John Kennedy, John Lester e James Crowe) com o intuito de prolongar a fraternidade das armas, a Ku Klux Klan se tornou grande com o decorrer do tempo, abrangendo outros estados. O nome vem do grego “kuklos”, que significa círculo.

O que começou como uma brincadeira tomou proporções maiores à medida que jovens racistas ouviram falar do clã e se filiaram. Divertiam-se aterrorizando os negros, estes detestados pelos membros do clã por serem “preguiçosos, inconstantes e economicamente incapazes e, por natureza, destinados à escravidão1”. Também atacavam brancos que protegiam os negros, principalmente os professores que lecionavam em escolas para negros, temendo que os negros se instruíssem, tornando impossível a volta à escravidão.

A identidade dos membros do clã não era divulgada, uma vez que vestiam roupas brancas e cobriam o rosto com capuzes. A seita foi se espalhando e uma filial foi montada no Alabama, onde foi introduzido pela primeira vez o castigo físico aos negros. Além da prática racista, os klanistas faziam visitas-surpresa aos negros, obrigando-os a votar nos democratas, acompanhadas de algumas chibatadas. Em consequência dos excessos, o grupo foi posto na ilegalidade em 1871 pelo então presidente estadunidense Ulysses Grant. Muitos racistas foram presos e, para escapar da lei, fundaram outros clãs com a mesma proposta e alcunhas diferentes: White League, Shot Gun Plan, Rifle Club, entre outros. A Ku Klux Klan foi desfeita.

Em 1915, o número de klanistas chegou a cinco milhões. Com a crescente, o grupo se fortaleceu e ganhou mais simpatizantes. Passaram a também caçar médicos charlatões, prostitutas e marginais. Suas vítimas eram marcadas com três letras K na testa. A situação chegou a um ponto tão extremo que o governo interveio, aprovando a lei antimáscara, que proibia o uso de máscaras fora do Dia de Todos os Santos e do carnaval. O clã foi perdendo forças, alguns integrantes foram amadurecendo, e a mentalidade foi mudando até que o clã se desfez novamente.

Nos dias atuais, alguns racistas ainda se reúnem em grupos, promovendo a superioridade dos arianos. Mas, em termos de contingente, não se compara com o auge do clã, no século XIX.

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Fonte: AFP e Brasil Escola

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