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Publicado por no dia 15/08/2013 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Filho de Barata é um dos braços da máfia do transporte no Rio

Jacob

(À esq.) Jacob Barata e Jacob Barata Jr.

A Secretaria municipal de Transportes acompanha por GPS e fiscaliza em tempo real a circulação de coletivos da cidade com equipamentos fornecidos por uma empresa que tem entre os sócios Jacob Barata Filho, herdeiro do empresário conhecido como “Rei dos Ônibus”. A M2M Solutions, contratada, sem ônus para o município, pelos consórcios que reúnem as 43 empresas da cidade, para controlar a frequência dos ônibus, é mais um exemplo do emaranhado de negócios que faz parte da caixa-preta dos transportes no Rio. Esse é um dos muitos mistérios que a recém-criada CPI na Câmara dos Vereadores tentará desvendar. Além disso, três sócios da M2M, incluindo um ex-genro de Jacob Barata, também têm participação numa empresa credenciada pelo sindicato da categoria (Rio Ônibus) para vender publicidade em coletivos, gerando receitas para as companhias.

Previsto no contrato de concessão assinado em 2010, o monitoramento on-line também já está ocorrendo no Centro de Operações Rio (COR), da prefeitura, na Cidade Nova, mas ainda em fase de testes. Em duas semanas, o COR terá os dados nos telões nos quais monitora o trânsito e outros serviços do Rio. A M2M também faz a gestão de frota dos ônibus articulados do BRT Transoeste (Barra-Santa Cruz). Como revelou O GLOBO, a operação do corredor é feita por um quinto consórcio que não participou da licitação, formado por duas empresas que operam na região: Jabour e Pégaso. Esse é mais um exemplo de como as empresas terceirizam serviços para si mesmas.

Distorções

Imagem: DivulgaçãoSegundo o diretor-executivo da M2M, Leonardo Constanza, a empresa faturou R$ 14 milhões no ano passado. Ele contou que Barata Filho tem uma participação de 20%. Como pessoa jurídica, a empresa tem ainda 50% das cotas de uma companhia de tecnologia de informação, também prestadora de serviços para as concessionárias. A partir dos dados coletados pelos aparelhos de GPS, a Linktrans é responsável por gerar relatórios com informações que ajudam na gestão das empresas de ônibus, como planejar a quantidade de veículos necessários para cada linha durante o dia.

De acordo com Constanza, outra parte do faturamento da M2M vem de contratos para a instalação de centros de monitoramento e gerenciamento de frota nas garagens de empresas que operam nos consórcios. Na lista, estão tanto companhias que têm entre os sócios o clã dos Barata, tais como Tijuquinha e Nossa Senhora das Graças, como empresas que não pertencem à família do “Rei dos Ônibus”. A M2M gerencia ainda um dos corredores de BRT da Cidade do México, que opera com uma frota de 80 veículos.

Além da M2M, o Grupo Guanabara (que reúne as empresas da família Barata) controla uma revendedora de ônibus (é fornecedora exclusiva do BRT Transoeste) e financia a compra de veículos, entre outros negócios. Embora a prática não seja ilegal, especialistas alertam para o fato de que a mistura de interesses de fornecedores com prestadores de serviços pode gerar distorções na prestação de contas da empresa, podendo chegar a influir nas tarifas.

Perguntado sobre o papel da M2M, o Rio Ônibus não se manifestou. Por sua vez, o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, disse que desconhecia a ligação da M2M com empresários do setor.

Leonardo Constanza disse que os negócios da M2M só prosperaram com ajuda financeira de Jacob Barata Filho. Até o ano 2000, ele se dedicava à empresa Rede Nacional Outbus de Publicidade, que tem entre os sócios Alexandre Fleck dos Reis. Na época, Alexandre era casado com Ana Carolina, filha de Jacob Filho.

O empresário acrescentou que os sócios continuam com a empresa de publicidade. Segundo ele, o faturamento chega a R$ 3,5 milhões, praticamente empatando com as despesas. Jacob Barata Filho foi procurado por intermédio do Rio Ônibus, mas não se manifestou.

Fonte: O Globo

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