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Publicado por no dia 20/01/2014 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Fernando Haddad, prefeito de SP, alimenta vício em crack

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Beneficiados com o Bolsa Crack não serão obrigados a se tratar para receber auxílio financeiro

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), fez uma declaração, no mínimo fantasiosa, à Folha de S. Paulo sobre a Cracolândia do centro da cidade: “Conseguimos mudar a cara da região em apenas dois dias”.

A afirmação pode ser considerada uma piada, já que o programa social ‘Bolsa Crack’ oferecerá vários benefícios aos viciados, pagos com dinheiro público, sem que os mesmos precisem largar a droga.

Entenda o ‘Bolsa Crack’

A Prefeitura paulista criou o ‘Bolsa Crack’, em que paga R$ 450, inicialmente, para um grupo de 300 dependentes – que moram nas ruas.

Para que saíssem da Cracolândia a administração decidiu oferecer, além do dinheiro, moradia gratuita em hotéis e três refeições por dia. Tudo com apenas uma exigência: que trabalhem em “qualquer coisa” por quatro horas diárias. Os viciados terão a possibilidade de fazer curso de requalificação, duas horas por dia, mas podem recusar fazê-lo. Porém, o pior de tudo é que não precisarão se tratar contra o vício.

Pontos obscuros

Imagem: Reprodução/Antonio Cruz/ABrTamanha “ingenuidade” por parte do governo paulista salta aos olhos, pois quem garante que o auxílio financeiro não será usado para comprar pedras de crack? Haddad oferece abrigo para 300, mas já que não haverá fiscalização sobre o tipo de serviço que prestarão, o que esses usuários farão durante todo o dia?

Outro ponto que “ninguém vê” é que o restante da Cracolândia segue na miséria de sempre. Estima-se que 2.000 dependentes circulam por aquela região todos os dias.

A imprensa de modo geral está tratando a questão como algo “genial”. Mas não se pode perder de vista que isso acontece porque há interesses ideológicos por trás disso tudo, como a descriminalização das drogas. O que parece, na prática, é que o prefeito está declarando o centro da capital com uma área livre para o consumo da droga, e pior, com patrocínio do dinheiro público.

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Fonte: Veja

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