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Publicado por no dia 10/06/2015 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Família de brasileiro executado em Londres leva caso à alta corte da Europa; entenda

crime

O brasileiro Jean (à direita) foi erroneamente confundido com militante islâmico Hussein Osman (à esquerda)

A família do brasileiro Jean Charles de Menezes, o eletricista morto há 10 anos pela polícia de Londres que o confundiu com um terrorista, terá uma audiência preliminar na mais alta corte da União Europeia (UE) nesta quarta-feira (10), na qual contestará a decisão da Justiça britânica de não processar os policiais envolvidos em sua morte. A informação é do jornal ‘O Globo’, desta quarta-feira.

“Por 10 anos a nossa família tem feito campanha por justiça para Jean, porque acreditamos que os policiais deveriam ter sido responsabilizados pela sua morte”, afirmou Patricia Armani da Silva, prima de Jean Charles, em um comunicado. “A morte de Jean é uma dor que nunca vai embora para nós”.

Jean Charles levou sete tiros na cabeça por agentes especializados no interior de um vagão do metrô na estação de Stockwell, no sul de Londres, em 22 de julho de 2005.

O tiroteio veio um dia depois de uma tentativa frustrada de quatro islamitas de bombardearem a rede de transportes da capital britânica, e a polícia erroneamente pensou que o brasileiro era Hussein Osman, um dos militantes.

Apesar de repetidas exigências da família de que os policiais envolvidos ou seus superiores fossem acusados, os promotores alegaram que não havia provas suficientes para tomar medidas contra eles.

Os advogados da família vão argumentar no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, em Estrasburgo, na França, que os promotores britânicos erraram ao não acusar os policiais. E se basearão no Artigo 2º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, que determina investigações apropriadas de mortes ocorridas nos países que compõem o bloco europeu — na teoria, o Reino Unido já fez isso ao realizar um inquérito público, em 2008. No mesmo ano, advogados a serviço da família entraram com uma ação na alta corte da UE.

A polícia sempre sustentou que estava sob pressão e alerta máximo na época devido aos ataques de 7 de julho, e que os agentes que atiraram em Jean Charles temiam pela própria vida e a de outros passageiros no metrô. O inquérito público que investigou as circunstâncias concluiu que a Scotland Yard não poderia ser responsabilizada criminalmente pelo incidente.

Duas semanas antes da morte do brasileiro, quatro jovens muçulmanos britânicos matarem 52 pessoas e a si mesmos em atentados contra três trens do metrô e um ônibus. Foi o pior ataque terrorista no Reino Unido desde o atentado de Lockerbie, em 1988, quando 270 pessoas morreram.

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Fonte: O Globo

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