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Publicado por no dia 26/10/2015 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Fabricantes de armas financiaram integrantes de comissão sobre desarmamento

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Nas eleições do ano 214, 11 dos 26 integrantes da comissão especial da Câmara receberam repasses de empresas que têm interesse direto no setor

Quase metade dos parlamentares que votarão nesta terça-feira (27) o projeto que flexibiliza o Estatuto do Desarmamento, com redução das exigências para a compra de armas de fogo, receberam doações de campanha de fabricantes de armas e munições ou de empresas ligadas ao setor de vigilância privada. A informação foi publicada no site do ‘Correio Braziliense’, nesta segunda-feira (26).

Nas eleições do ano passado, 11 dos 26 integrantes da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o novo estatuto receberam repasses de empresas que têm interesse direto no setor. Entre eles, está o presidente do colegiado, deputado Marcos Montes (PSD-MG), que recebeu em 2014 contribuições da Forja Taurus e da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). Foram R$ 15 mil de cada uma. Especialistas alertam que a nova lei pode aumentar o número de homicídios e latrocínios no país.

Mas o lobby em cima de parlamentares que integram a chamada “bancada da bala” vai além dos integrantes da comissão. Levantamento feito pelo periódico ‘Correio/Estado de Minas’ na prestação de contas das eleições de 2014 divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que as empresas ligadas ao setor de comércio e fabricação de armas e de segurança particular e patrimonial injetaram na campanha eleitoral R$ 8,5 milhões em doações para mais de 40 deputados federais e comitês partidários. As maiores patrocinadoras foram, exatamente, as fabricantes de armas e munições Taurus e CBC, que doaram R$ 1,8 milhão.

Renomeado como Estatuto de Controle de Armas de Fogo, o projeto que será votado traz pontos no mínimo polêmicos, como a redução de 25 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas no país e a gratuidade de taxas na compra da primeira arma para proprietários e trabalhadores rurais e pessoas que se declararem pobre.

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Fonte: Correio Braziliense

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