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Publicado por no dia 09/09/2014 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

EUA: cresce apoio a ataques contra o EI após decapitações de americanos

EIIL-Reprodução

Mais de 70% dos americanos apoiam os bombardeios e 65% são favoráveis a uma ação mais incisiva, utilizando tropas terrestres

As decapitações de dois jornalistas americanos pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) provocaram um giro na opinião pública dos Estados Unidos, que agora apoia majoritariamente o ataque aos extremistas no Iraque e na Síria, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça pelo jornal Washington Post e pela emissora ABC News. Quase três quartos dos americanos (71%) está a favor dos bombardeios contra posições do EI no norte do Iraque iniciados há um mês pelos EUA, contra 54% dos que apoiavam a ação há três semanas e os 45% em junho.

Além disso, 65% dos cidadãos apoiam uma ação muito mais efetiva, com o uso de tropas terrestres. Mas o governo de Barack Obama resiste em empreender uma operação deste tipo por enquanto. Após as últimas semanas, nas quais as impactantes imagens das decapitações de James Foley e Steven Sotloff terem comovido os Estados Unidos e o mundo, os americanos consideram o EI é uma ameaça séria. A opinião é compartilhada por nove de cada dez cidadãos, enquanto seis de cada dez percebem o grupo islamita como uma ameaça muito séria.

A pesquisa foi divulgada na véspera do anúncio de Obama da estratégia para combater o Estado Islâmico, depois de se reunir com os líderes do Congresso em um momento em que ele é acusado por republicanos e até democratas de atuar com muita cautela diante da ameaça terrorista. Entre os americanos que consideram que Obama não atuou com suficiente determinação nesta crise, 82% apoiam os ataques contra o EI, enquanto entre os que acham que sua gestão foi correta, 66% estão a favor dos bombardeios. O presidente americano recebeu críticas especialmente em dois momentos da gestão da crise no Iraque e na Síria: quando disse recentemente que ainda não tinha uma estratégia para conter o EI e quando prosseguiu suas férias jogando golfe após Foley ter sido condenado a morte diante da nação.

Coalizão contra o EI

O secretário americano de Estado John Kerry disse nesta segunda que a coalizão contra o grupo jihadista EI está destinada a durar “meses e até anos”. Kerry celebrou o início de uma nova era no Iraque com a formação de um novo governo de unidade proposto pelo primeiro-ministro, Haidar al Abadi. O secretário de Estado viajará nesta terça-feira à Jordânia e à Arábia Saudita como parte de um giro destinado a consolidar a coalizão internacional. Ao menos 40 países já confirmaram sua participação, em diferentes formas nesta coalizão, assinalou a porta-voz do departamento de Estado Jennifer Psaki.

Outros contribuirão com ajuda humanitária para os civis na mira do EI, ajudando a obstruir seu financiamento, detendo o fluxo de combatentes estrangeiros para Iraque e Síria e contra-atacando a propaganda do EI. Entre os países que já declararam seu apoio à coalizão estão Austrália, Canadá, Grã-Bretanha, França e Emirados Árabes Unidos. Segundo funcionários americanos, nações como Albânia, Estônia, Dinamarca, Finlândia e Japão prometeram ajuda financeira para assistência humanitária a refugiados civis. Kerry advertiu que a luta contra o EI poderá ser demorada e terminar apenas na próxima administração da Casa Branca, a partir de 2017.

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Fonte: Veja

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