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Publicado por no dia 19/08/2015 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Crise: inflação chega a 213,2% em um ano na Venezuela

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Filas enormes em supermercado, como também saques a estabelecimentos, são cada vez mais comum no país. Os dados foram revelados pela consultoria privada Ecoanalítica. O Banco Central do país não divulga o índice oficial há mais de seis meses

A consultoria privada venezuelana Ecoanalítica, uma das maiores do país, estima que a inflação no país atingiu 213,2% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo jornal ‘El Nacional’, um dos poucos diários que ainda faz oposição ao governo de Nicolás Maduro. O número é apenas uma projeção, já que o Banco Central da Venezuela não divulga informações oficiais sobre a alta dos preços há mais de seis meses. A Ecoanalítica também informa que em junho a inflação ficou em 16,1%, chegando a 115,9% no primeiro semestre de 2015.

Ao diário, o economista Asdrubal Oliveros explicou que a consultoria usou alguns parâmetros não considerados pelos órgãos oficiais para chegar a cifras mais próximas da realidade vivida pelo povo venezuelano, como os preços encontrados nas redes de contrabando e o câmbio paralelo.

Popularidade em queda

Em sentido oposto da inflação está a popularidade do presidente Nicolás Maduro, que caiu para 24,3% em julho, índice ainda pior que o registrado em maio, de 25,8%. Já a avaliação negativa do governo subiu de 68,8% em maio para 70,4% em julho. O resultado foi impactado pela aguda crise econômica, sentida pela população através da inflação e da escassez de produtos básicos, de peças de reposição a itens de higiene. Os dados são do instituto de pesquisas Datanalisis.

Maduro, que venceu com margem estreita a eleição para suceder ao falecido presidente Hugo Chávez em 2013, evitou as reformas estruturais que os economistas afirmam seres cruciais para impedir que a situação piore. O Datanalisis conversou com 1.000 pessoas entre 10 e 23 de julho e afirmou que o levantamento tem índice de 95% de precisão.

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Fonte: Veja

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