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Publicado por no dia 25/11/2016 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

‘Chikungunya pode aumentar número de auxílios-doença’, diz ministro

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Para Ricardo Barros, ministro da Saúde, impacto no orçamento será ‘muito grande’

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta quinta-feira (24) que espera um aumento dos pagamentos de auxílio-doença motivados pela expansão dos casos de febre chikungunya. Segundo ele, isso representará “um impacto muito grande nas contas públicas”.

O benefício é pago, após perícia, ao segurado do INSS que adquiriu uma doença ou acidente que o tornou, temporariamente, incapaz para o trabalho.

A declaração de Barros foi dada em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto sobre os índices de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo a pasta, o casos de febre chikungunya subiram 850% entre 2015 e 2016 e a estimativa é que, em 2017, cresçam ainda mais.

“A nossa expectativa é de que haja agora no ano que vem um aumento significativo nos casos de chikungunya, que é um problema sério, porque ele é incapacitante. A pessoa não consegue trabalhar e aí encosta (…). Tem o problema previdenciário, que essas pessoas ficarão encostadas no INSS e isso tem um impacto muito grande nas contas públicas. Mas estamos nos preparando para o aumento de casos de chikungunya”, afirmou.

Governo anunciou nesta quinta que casos da doença cresceram em 2016

Governo anunciou nesta quinta que casos da doença cresceram em 2016

De acordo com o ministro, em 2016 foram registrados, até agora, 251 mil casos da doença, enquanto em 2015, 26,4 mil – os registros, diz Barros, superam os casos de pessoas diagnosticadas com o vírus da zika, também transmitido pelo Aedes aegypti.

Em 2016, informou o governo, 138 pessoas morreram por febre chikungunya, enquanto, no ano passado, foram registrados seis óbitos. O pico da doença, acrescentou o Ministério da Saúde, ocorreu em março.

“É uma estatística. Nós tivemos uma infestação [da doença] maior [em 2016] e esperamos que esse resultado alerte as pessoas para se protegerem mais”, afirmou.

Para Ricardo Barros, o ministério não falhou nas ações de combate ao ao Aedes aegypti e, segundo ele, tem feito o planejamento para quando houver surtos de doenças.

“Não [falhou], é uma incidência. Não há como se prever a incidência das doenças. O que temos feito é uma estatística e um planejamento para que estejamos preparados, para que quando acontece, a saúde pública esteja em condições de atender”, acrescentou.

Dengue e zika

Além da febre chikungunya, o mosquito Aedes aegypti também transmite os vírus da dengue e da zika.

Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é que a incidência desses dois vírus em 2017 se mantenha estável, ou seja, com o número de registros semelhante ao de 2016 – no caso da dengue, cerca de 1,4 milhão e, no da zika, 200 mil, aproximadamente.

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Fonte: Bem Estar/G1

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