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Publicado por no dia 24/06/2013 em Mensagens Pastores | Nenhum comentário

Casamento é uma viagem…

Familiaridade x respeito

“Também você, marido, na vida em comum com a esposa, reconheça que a mulher é o sexo mais fraco e que por isso deve ser tratada com respeito. Porque a esposa também vai receber, junto com você, o dom da vida, que é dado por Deus. Aja assim para que nada atrapalhe as orações de vocês.” (1 Pe 3.7 – Grifo do autor)

A familiaridade pode ser a porta pela qual o desrespeito entra no relacionamento. Quando duas pessoas acabam de se conhecer, qual é o tom de voz que elas usam para conversar?

Cada ano, levo uma caravana de casais para Israel e Paris; às vezes, o número de casais chega a quarenta. É interessante ver como as pessoas se tratam no primeiro encontro no aeroporto. Elas estão se conhecendo para dar início a uma longa viagem. Neste primeiro momento, o tom de voz é gentil, amável, todos procuram ser diplomáticos, os homens são cavalheiros uns com os outros. Depois de três, quatro, cinco dias de viagem, alguns já se sentem tão amigos e familiares que brincam, fazem piadas com a roupa do outro, o cabelo e a “barriga saliente”, falam alto, e assim por diante. Ou seja, à medida que a familiaridade cresce, encontra-se liberdade para tratar uns aos outros com menos respeito, delicadeza e cortesia. Esse problema também ocorre na “viagem conjugal”. Gosto do pensamento que diz “namorar é para casar, e casar é para namorar”. Quando o marido já não trata a esposa como namorada, e vice-versa, significa que a relação está prejudicada pela familiaridade.

Fazendo um paralelo com o primeiro encontro da caravana de casais no aeroporto, sempre aconselho aos casais que, no processo de comunicação, mantenham-se amáveis, usando a mesma conduta e o tom de voz que usariam com uma pessoa que acabaram de conhecer.

Certas horas, uma visita faz muito bem para a família…

Você já percebeu que tudo muda com a presença de uma visita em casa? Certo dia, eu e a minha esposa fomos convidados para ficar hospedados em uma casa durante os dias de seminário na igreja. Logo percebemos que o casal havia pintado o quarto e o banheiro. As toalhas eram novas, as fronhas dos travesseiros e o cobertor também. Na mesa de jantar, tudo era novo e a mesa estava muito bem decorada. Geralmente, com a presença de uma visita, também muda o tratamento entre marido e mulher, pais e filhos. Quando a mulher precisa do apoio do marido, ela usa um tom de voz agradável e diz: “Meu bem, por favor, pegue os copos pra mim”. O marido responde com muita amabilidade: “Pois não, meu amor. É só isso que você precisa?”. Quando chega a hora de chamar as crianças que estão brincando no quintal, o pai carinhosamente, sem gritar, diz: “Meus anjos, o almoço está pronto, vamos almoçar”. O filho mais velho, muito esperto, olha para o pai e pergunta com um sorriso maroto: “Pai, o que está acontecendo com o senhor? Não é normal o senhor nos chamar assim”. É engraçado, mas é exatamente isso que acontece em muitas casas.

O que acontece quando as visitas vão embora? O teatro é desmontado e o tratamento volta a ser como antes. Um volta a gritar com o outro – lerda, burro, besta e ignorante… A toalha rasgada volta para mesa com os talheres velhos, os pratos quebrados na borda, os copos descartáveis e, a comida, quem quiser pega no fogão.

Esta é uma pergunta que eu sempre faço nas minhas palestras: “Por que as visitas são tratadas com delicadeza, gentileza e amabilidade, e os da casa com estupidez, grosseria e indiferença?”. Já fiz três viagens ao Japão, e descobri que o japonês é bem diferente dos brasileiros. Por exemplo, o melhor que os japoneses produzem fica no Japão. O que eles plantam e colhem de melhor, como o arroz, fica no Japão. Os aparelhos eletrônicos e a melhor tecnologia é primeiramente para consumo dos japoneses; depois, o excedente é exportado. No Brasil, é diferente. A melhor banana vai para a Europa e a melhor laranja vai para os Estados Unidos. O melhor da indústria tecnológica é vendido para fora do país. E aquilo que é de segunda categoria, bem, isso fica no Brasil. O Brasil exporta o melhor café e consome o café de terceira categoria. O que sobrou, o que tem algum defeito fica para o consumo dos da casa. Na família é a mesma coisa. Quando uma visita chega em casa, o que se faz? Põe-se a melhor toalha na mesa, os pratos de porcelana, os talheres de prata. É sempre assim, não é? A comida é especial. A sobremesa é a melhor de todas. Que maravilha! Tudo para a visita!

Quando a visita vai embora, o marido que até então ajudara no trabalho em casa, arrumando a mesa e lavando a louça, diz à esposa: “Cuide de tudo querida. O fogão é todo seu!”. E se a esposa pede ajuda, ele diz: “Não é minha obrigação, já fiz muito em ajudar pela manhã”. Por que oferecemos o melhor para os de fora? Por que oferecemos o mais interessante para as visitas? Será que o seu esposo não é mais importante que as visitas? Será que os seus filhos não são mais importantes que as visitas? Será que a sua esposa não é mais importante que as visitas? E por que não tratamos a família com muito mais dignidade, respeito, gentileza, delicadeza do que as visitas?

Certa vez, uma esposa deixou um bilhete para o marido logo cedo, de manhã. O bilhete era bem romântico: “Se você tratasse os seus amigos como trata a mim e aos nossos filhos, será que você ainda teria amigos?”. Isso é muito sério. Responda com honestidade: “A sua forma de trata o seu cônjuge e os filhos torna a sua casa um lugar cada vez mais aconchegante e prazeroso?”. O desejo de mudar é uma grande prova de amor. Este é um momento muito oportuno para você fazer uma autoanalise e ver se algumas atitudes, respostas, comportamentos precisam ser mudados.

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