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Publicado por no dia 02/09/2013 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Cartão de crédito é o maior vilão para controle dos gastos

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Quase a metade das pessoas que estão inadimplentes admite que a dívida poderia ter sido evitada. É o que apontou uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito.

E o cartão de crédito ainda é o maior vilão para o controle dos gastos. É o terror dos inadimplentes. Os juros são tão altos que a dívida vira uma bola de neve, e, em pouco tempo, o nome do devedor vai parar nos Serviços de Proteção ao Crédito.

Mas, a pesquisa também traz uma boa notícia: os brasileiros estão aprendendo a negociar suas dívidas.

De aliado, o cartão de crédito de Fábio viu um grande vilão. Ele deixou de pagar uma fatura. Em pouco tempo, devia duas vezes o limite que tinha no cartão.

“A fatura não chegou em casa e eu também não procurei saber verificar o que tava acontecendo. E veio uma intimação para mim dizendo que o meu nome estava sujo quando fui abrir uma conta em outro banco”, conta Fábio Santos, atendente de banco.

Dívidas com o cartão de crédito, como a do Fábio, são as que mais levam os brasileiros a ficarem com nome sujo na praça. Depois, vêm os financiamentos bancários.

É o que aponta uma pesquisa sobre o perfil do devedor no país feita pelo serviço de proteção ao crédito. Estar empregado, pagar aluguel, ter o ensino médio e pertencer à classe C são algumas das características do consumidor inadimplente. 47 % dos devedores estão concentrados na nova classe média brasileira.

“A dica para essas pessoas é realmente usar todos os recursos disponíveis para planejar melhor o seu orçamento domestico e lidar melhor com o crédito”, alerta Fernando Consenza, diretor da Boa Vista Serviços.

O acesso ao crédito sem muita burocracia é um fato recente para muitos brasileiros. E aí está o problema. Quase metade dos inadimplentes disse que a dívida poderia ter sido evitada.

A maioria afirmou que deveria ter controlado os impulsos e resistido mais na hora da compra, 32% admitiram que estão endividados porque gastaram mais do que recebem.

Mas para o responsável pela pesquisa, o brasileiro já está aprendendo a negociar. Oito em cada dez entrevistados disseram que conseguiram um acordo satisfatório para quitar suas dívidas.

“Ela tem que ir lá conversar porque da mesma forma que ela tem interesse de pagar, o credor tem interesse de receber, então o credor tem que reduzir. Às vezes as taxas de juros são muito altas, então ele pode reduzir pra tentar receber”, diz Flávio Borges, gerente financeiro SPC Brasilx.

Foi o caso de Lucilene. Ela devia para o banco, para os cartões de crédito. Fez um acordo com todos. “Tive que esperar eles baixarem as taxas, aí eu fui pagando tudo e limpei meu nome. Graças a Deus hoje não devo nada para ninguém”, diz Lucilene Santana, comerciante.

Os juros do cartão são de, em média, 10% ao mês. Mas, em alguns casos, chegam a 15% ao mês. Por isso, a dica é evitar o parcelamento do valor da fatura, e reduzir o limite do cartão quando ele for maior do que seu salário.

Fonte: Bom Dia Brasil

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