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Publicado por no dia 16/06/2014 em Mensagens Pastores | Nenhum comentário

As bênçãos que sustentam o casamento – Parte 3

(Continuação)

1. As bênçãos: qual delas você já tem? 

Resista às tentações, pois um dia elas voltarão como bênçãos. (Ludwig Plateau)

Por que a solteira Rebeca foi abençoada por sua família antes de sair para se encontrar com Isaque? Porque a família dela era a figura de autoridade e com ela estava a bênção (Gênesis 24). É por isso, então, que eu entendo ser preciso levar muito a sério esses aspectos das bênçãos dadas por Deus, porque elas têm uma configuração própria por trás daquilo que ela traz de bom para cada um de nós; elas têm seu modo de funcionamento e só funcionam se for feito assim. O dono da bênção é Deus e Ele faz como quer. Nem mesmo as nossas boas intenções podem mudar isso. Os benefícios da bênção nós não discutiremos, porque todos nós concordamos que as bênçãos de Deus são boas, elas enriquecem e não acrescentam dor. Provérbios 10.22 diz exatamente isso: “A bênção do Senhor enriquece sem trazer dor alguma.”.

Assim funciona o mecanismo das quatro bênçãos: a bênção dos pais e a bênção da família, a bênção sacerdotal, a bênção judicial e, finalmente, a bênção sexual. Elas completam um ciclo, estão encadeadas, ou seja, uma segue a outra sucessivamente, completando-se. Se queimarmos uma etapa, não poderemos receber plenamente as bênçãos da etapa seguinte. É como no colégio, quem está no primeiro ano não pode matricular-se no terceiro, precisa completar o segundo ano para poder avançar. Se não formos aprovados em alguma ou algumas disciplinas do primeiro ano, também temos que refazê-las ou, do contrário, também não poderemos avançar. É assim em tudo, durante toda a nossa vida. Sempre que ficar algo para trás, lá na frente teremos problemas maiores a enfrentar. O melhor a ser feito é cumprir cada problema ou tarefa de cada fase por completo. Habitue-se a não deixar para trás o que é possível ser feito hoje.

A Bíblia diz em Gênesis 2.24: “Portanto, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne”. O que está querendo dizer essa expressão nova “uma só carne”? Poderia ser uma só alma, se Deus estivesse preocupado com a paixão existente entre eles; poderia ser um só espírito, se Deus estivesse pensando num único propósito para o casal, algo como “um espírito voluntário” ou “um espírito cooperativo”. Mas o versículo está falando de uma só carne, a velha natureza carnal, que antes da Queda não era tão maliciosa como é hoje. E quando essa palavra de Gênesis 2.24 foi dita, o primeiro casal ainda não tinha caído em desgraça; a carne ainda estava ilesa a tentação que receberia um dia.

Assim, “uma só carne” está dentro do contexto de uma das quatro bênçãos, a bênção sexual dentro do contexto seguro do casamento. E o sexo, embora não seja o maior motivo, ele é um dos motivos que contribuem para que solteiros façam grandes esforços para buscarem a sua emancipação. Solteiros querem casar-se para ter a bênção do sexo para si, pois sabem que sexo fora do casamento não pode vir acompanhado do “amém” de Deus. Neste artigo não chegarei a tocar no tema da bênção do sexo, pois o nosso assunto aqui ainda é preliminar, estamos tratando de coisas bem anteriores a esta parte de nossas vidas para que, quando chegar o momento apropriado, vocês possam estar bem preparados.

Eu costumo fazer uma pergunta aos casados toda vez que eu ministro para eles, para os casais. E a pergunta que faço é: “Como você saiu da casa dos seus pais?”. É evidente que quando faço essa pergunta eu estou pensando no espírito da Palavra de Gênesis 2.24, no contexto do “deixará”, como expus há pouco: deixar com respeito e com gratidão.

Então eu pergunto: “Você saiu honrando os seus pais? Você saiu debaixo da bênção da família? Você saiu e se foi deixando ingratidão para trás?”. Esses são questionamentos legítimos que precisamos enfrentar diante do que diz a Bíblia. Porque todos concordam comigo que desejamos as bênçãos de Deus para nós, e queremos as Suas melhores bênçãos! Mas se não somos alcançados por elas, então não desfrutaremos o melhor de Deus para nós. É preciso nos ajustar ao mecanismo de Deus para que as coisas funcionem, por isso tenho falado insistentemente na necessidade de compreender como as coisas funcionam “desde sempre” no plano de Deus. Se as coisas na família, na sociedade e nas empresas funcionam porque têm o seu modo próprio de funcionar, que diremos das coisas de Deus? Deus é mais amoroso e nos entende melhor, mas Ele também é mais justo e organizado que todos nós juntos e não deixará nem um de nós faça bagunça nos Seus planos! Pode ter certeza disso.

A emancipação, portanto, seguirá tranquilamente por esse caminho, fará você deixar o espaço geográfico e o que ele comporta, fará você manter firmes os laços criados com os seus pais, com a sua família e com as pessoas da primeira fase de suas vidas. A emancipação ajudará você a seguir rumo à nova etapa, a nova fase da maturidade pela qual todos nós passamos um dia. Aliás, penso que é o que cada um deseja para si: amadurecer bem. Não faz sentido planejar viver toda uma vida na casa e na dependência dos pais. Não fomos feitos para “funcionarmos” assim, não é este o plano de Deus, que as coisas tomem esse rumo e, portanto, não será a melhor opção para ninguém – ainda que muita gente considere a mais cômoda.

Se você, solteiro, fizer uma busca rápida no Google, logo verá várias pesquisas feitas em anos recentes que falam de um fenômeno que tem ocorrido. Muitos jovens em idade apropriada para casar-se estão preferindo o “conforto” da casa dos pais. Há várias “desculpas” apontadas para essa demora em sair do ninho. Há quem alegue estar juntando dinheiro, outros justificam que ainda não encontraram a pessoa ideal, uns dizem que precisam terminar “aquela pós” para entrar no mercado de trabalho com mais qualificação… a lista é enorme. Como isso é ruim se não for feito com responsabilidade.

Pais precisam de descanso após criar seus filhos. Filhos precisam emancipar-se, sair da casa de deus pais e começarem suas próprias vidas. Alegar que essa é a “tendência”, que “todos estão fazendo assim”, não é uma boa opção de desculpa. A cultura popular nunca foi o melhor termômetro para medir o certo e o errado dentro do plano de Deus. Cristãos precisam seguir outros princípios, não a cultura popular do momento; do contrário irão andar no acostamento, e não no Caminho (Jo 14.6). é claro que há coisas que os cristãos precisarão fazer como a nossa cultura propõe, mas é preciso sabedoria para separar umas coisas das outras.

A modinha, a tendência, a cultura são produções humanas, e geralmente são os humanos pecadores que as produzem. Se formos segui-los, precisamos saber que as coisas não sairão como Deus planejou e pode ser que nem mesmo os nossos melhores planos sejam alcançados.

E então, você já tem alguma dessas bênçãos? A bênção dos pais, a bênção da família? A bênção da emancipação? Se não tem, como está planejando a sua emancipação? E para quando será? Os laços que você firmou estão frouxos ou você tem cuidado para que eles fiquem sempre bem ajustados?

A bênção de seus pais e da sua família deve estender-se até você, mas você também precisa estar ao alcance dela.

(Continua)

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