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Publicado por no dia 24/07/2015 em Brasil e Mundo, Notícias | Nenhum comentário

Agosto será mês quente na política brasileira, diz jornal francês

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“Os primeiros fracassos da austeridade”, diz o título do ‘Les Echos’. O periódico francês definiu a conjuntura política atual do Brasil com a seguinte frase: “mesmo que seja inverno nos trópicos, o mês de agosto será quente”

Em sua edição desta sexta-feira (24), o jornal econômico francês ‘Les Echos’ traz uma matéria registrando o fracasso do Brasil em conseguir implementar as medidas de austeridade pretendidas pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy.

O correspondente em São Paulo do periódico registra a mudança no objetivo fiscal do governo brasileiro para este ano, anunciado no início da semana. Depois de não conseguir economizar um único centavo no primeiro semestre, o governo diminuiu a meta do superávit primário em 87%.

Isso significa reconhecer que não vai conseguir economizar tudo aquilo que pretendia até o fim de 2015. O ‘Les Echos’ afirma que o fracasso em implementar o plano frustrou o ministro da Fazenda e aponta como causa a rebelião das presidências do senado e da câmara contra o governo.

Leia também: Situação no Brasil é como ‘filme de terror sem fim’, diz Financial Times

Impeachment

Embora tenham sido aliados do governo ao longo de todo o semestre, Eduardo Cunha e Renan Calheiros não mobilizaram suas casas o suficiente para aprovar as medidas de austeridade que querem Dilma e Levy. O ‘Les Echos’ lembra que o endividamento crescente do Brasil já atinge 63% do PIB, o que é um índice elevado para uma economia do tipo emergente.

Além de não ter conseguido estabilizar a economia nos últimos seis meses, o governo enfrenta uma crise política que não dá trégua. O diário lembra que o mês de agosto tem manifestações previstas em todo o país e que uma pesquisa divulgada esta semana aponta que dois terços dos brasileiros querem o impeachment da presidente. Para completar, o Tribunal de Contas da União poderá invalidar o balanço financeiro do governo, por causa das pedaladas fiscais dos últimos anos.

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Fonte: RFI

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