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Publicado por no dia 19/02/2014 em Mensagens Pastores | Nenhum comentário

Administrando conflitos – Parte 7

É normal nos sentirmos frustrados quando algumas de nossas necessidades não são satisfeitas. Esse sentimento, porém, é capaz de gerar uma hostilidade contra a causa direta da frustração, produzindo, por vezes, uma transferência de agressividade.

A psicóloga Anne-Marie Rocheblave, em seu livro Frustração e conflito, cita o caso de uma menina de três anos que costumava ser desagradável com seus pais às segundas-feiras porque algumas vezes eles se ausentavam no domingo, ou recebiam amigos nesse dia, dedicando pouco tempo a ela. A criança também se mostrava hostil com os convidados, pois entendia que eles a afastavam dos pais dela.

Segundo Maslow, estudioso do comportamento humano, todo indivíduo tem necessidades fisiológicas de segurança, de pertencer a algo ou a um grupo, de realização, e necessidades espirituais. Quando uma dessas necessidades não é atendida, ele se sente frustrado, podendo tornar-se agressivo com ele mesmo e com outros.

Há pessoas que se autodestroem com as drogas, a prostituição, ou desejam destruir o próximo. É o caso daquelas que cometem crimes em massa, como o jovem que matou a tiros 12 crianças em uma escola no Rio de Janeiro. As frustrações mal resolvidas de sua adolescência o levaram a matar principalmente meninas, pois eram elas que mais debochavam dele.

Medo, ódio, agressividade, inveja, ciúme, desejo de possuir. Todos esses sentimentos que os adultos sentem e expressam têm origem em experiências ocorridas durante a sua gestação ou na infância, ainda que, naturalmente, alguns acontecimentos fiquem reprimidos e esquecidos no inconsciente.

Uma das frustrações mais frequentes diz respeito à segurança e à sensação de dependência. A pessoa que se sente rejeitada, abandonada, desamada ou mal-amada se protegerá com uma relação de hostilidade, ou terá insegurança nos seus relacionamentos, apoiando-se em uma falsa contradição quanto ao que aparenta ser e o que realmente é. Essa sensação de ambivalência a angustia de tal forma que ela compensa essa angústia reforçando a sua agressividade.

Todos nós temos um lado iluminado e um lado sombrio, e este precisa ser reconhecido, analisado e trabalhado internamente. Não gostamos que digam que somos agressivos, mas, segundo o apóstolo Paulo, autoanalisar-se é o segredo para que o ser humano conviva bem com seus semelhantes: Portanto, que cada um examine a sua consciência e então coma do pão e beba do cálice (1 Co 11.28 NTLH).

Paulo reconhecia a importância da autoanálise para refrear sentimentos e atitudes que muitas vezes tememos. Quando negamos nossas pulsões agressivas ou tentamos ignorá-las, elas ressurgem sob as formas mais insidiosas: farisaísmo, perseguição, proselitismo, pretensão, maledicência, hipocrisia, ascetismo.

Portanto, o melhor é não negar a nossa agressividade, mas identificar nela o aspecto positivo e cuidar para que não se torne negativa, procurando desenvolver a cada dia em nosso viver diário o fruto do Espírito, registrado em Gálatas 5.22,23 (NTLH): Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei.

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